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Como dançar a dois – Dicas do que não fazer na dança em casal

Xaveco sem reciprocidade, mão boba, pesar o corpo do outro, suor, odores desagradáveis, são atitudes que podem atrapalhar a dança.


Outro dia, sem querer, levantei uma polêmica no grupo do WhatsApp da minha escola de forró sobre o que não é legal na dança a dois. Fazendo da crise uma oportunidade, criei um post na página do Facebook do blog perguntando às pessoas o que as incomodavam ou as deixavam constrangidas na dança a dois. O post deu super certo (veja aqui a repercussão) e também no privado recebi ótimas contribuições. Então resolvi compilar, analisar todas as respostas e listei as principais atitudes que as pessoas mais se incomodam quando estão dançando com um parceiro.

Como dançar a dois  – Dicas do que não fazer na dança em casal
Atitudes incômodas e constrangedoras do parceiro pode atrapalhar toda a magia da dança. Foto: montagem com foto de Lucas Lucco e Mariana Guedes no programa Dança dos famosos da Rede Globo.

É importante lembrar que não existem regras estabelecidas nas danças a dois (danças de salão em geral). O mais importante e gostoso na dança é sentir a música, o parceiro, entrar em sintonia com o corpo do outro e desfrutar daquele momento mágico que é a dança. Porém, exatamente por ser a dois - ou seja, existe ali outra pessoa com você na dança-, é preciso estar atento com as suas atitudes e ações.

ATITUDES INCÔMODAS E CONSTRANGEDORAS NA DANÇA A DOIS

Veja as principais atitudes incômodas e constrangedoras dos parceiros na dança e saiba como evitar cometer essas gafes.

ESTAR COM ODORES DESAGRADÁVEIS

Esse foi o motivo mais citado como o mais desagradável na dança. A dança a dois é muito colada, então é quase inevitável não sentir certos odores vindo do corpo do parceiro, como mau hálito e cêcê.

Dicas de como evitar: é inevitável suar na dança, principalmente em danças mais rápidas e quando você dança por muito tempo. Mas veja as dicas de como evitar esses odores desagradáveis:
  • Tome sempre um banho completo e passe um bom desodorante ou antitranspirante antes de ir para o baile. Se você sua demais, leve o desodorante na bolsa para reforçar durante a noite.
  • Escolha roupas leves que não te fazem transpirar tanto. Mas se suar muito e molhar a camisa de suor, leve outra para trocar quando começar a incomodar.
  • Quando o suor começar a pingar, vá até o banheiro e lave o rosto. Você pode também levar uma toalhinha pequena para secar o rosto nas pausas das danças.
  • Beba sempre muita água para hidratar o corpo, isso ajuda também no hálito. Tenha sempre uma balinha no bolso.

ASSEDIAR O PARCEIRO

Essa é uma reclamação constante, principalmente das mulheres, embora também tenham homens que sofrem com isso. A “roeção”, como no forró chamamos o chamego na hora da dança, se for demasiada e não for recíproca incomoda e atrapalha. O assédio acontece de várias formas na hora da dança: quando o parceiro começa a passar a mão no corpo do outro, cola e esfrega muito o corpo no do outro, fica cheirando o cangote, cola o rosto e fica procurando a boca para tentar beijar. De forma geral, forçar uma intimidade que não foi dada, é ser invasivo e inconveniente.

Como dançar a dois  – Dicas do que não fazer na dança em casal
Atitudes incômodas e constrangedoras do parceiro pode atrapalhar toda a magia da dança. Foto: montagem com foto de Marcus Lobo e Mariana Guedes no programa Dança dos famosos da Rede Globo.

Dicas de como evitar: como a dança a dois aproxima muito o corpo dos parceiros e o contato é realmente muito próximo - principalmente as mais coladas e naturalmente sensuais como zouk, batchata, kizomba e forró-,  é comum o parceiro confundir as coisas, mas para não ser inconveniente veja as dicas:
  • Tenha bom senso e respeito: nem todo mundo gosta de dançar muito colado ou de forma sensual. A entrega na dança acontece de diferentes formas. Procure perceber como o outro se sente mais a vontade e dance não só conforme a música, mas conforme o seu parceiro.
  • Cuidado no xaveco: se você achar que está rolando um clima, antes de tomar qualquer atitude com mais intimidade, perceba se o outro realmente está aberto e disposto a isso ou se você pode estar confundindo. Converse primeiro, tente conhecer um pouco mais a pessoa. Comece com um olhar, um sorriso, para depois ir mais além. Sutileza e delicadeza deixam o flerte muito mais gostoso e mostra´m respeito.


MACHUCAR O PARCEIRO

A dança é pra ser confortável e gostosa. Tanto cavalheiros como damas me reclamaram principalmente de: pesar o braço no ombro do parceiro; deitar o rosto no do outro, colocando peso; apertar demais a cintura ou as costas do parceiro; dobrar o braço ou puxá-lo com força na hora da dança, principalmente nos giros. Tudo isso causa realmente dor e incômodo, ao invés de sair da dança feliz você sai dolorido.

Dicas de como evitar: 
  • Esteja sempre atento ao seu corpo e seu peso: na dança a dois cada um tem seu eixo e os dois juntos formam também o eixo da dança, é importante respeitar esse limite e estar atento ao seu corpo, perceba se você não está pesando demais o seu corpo no do outro com seu braço ou cabeça.
  • Não use a força: energia e força são coisas diferentes. Você pode e deve colocar determinada energia na sua dança, para deslocar ou girar, mas tome cuidado para não exceder e acabar usando a força e machucando sem querer. É horrível quando o outro te puxa forte ou então não controla o próprio corpo e acaba se pendurando em você.

Além desses 3 principais motivos mais comentados, ainda surgiram outros muito pertinentes:

  • Parceiros espaçosas: o salão está lotado e a pessoa quer dançar de forma espaçosa e acaba esbarrando em todo mundo, as vezes até machucando o parceiro ou os outros. Dance na sua e preste atenção no espaço que tem para fazer certos movimentos. O salão é de todos.
  • Pessoas que ficam paradas no meio do salão sem dançar: se não está dançando, saia da pista. Quer ver o show, vá pra frente do palco curtir. O salão é pra dançar.
  • Parceiros que dançam juntos, mas sozinhos: é aquele parceiro que está dançando com você, mas está em outro mundo, dançando pra se mostrar ou então dançando a dança dele, no estilo dele, sem se preocupar em tentar encaixar a sua dança e corpo com o do seu parceiro ou com a música.
  • Parceiro que não olha no olho: eu sei que muitos têm vergonha, mas a dança é a dois, portanto, preste atenção no seu parceiro e dê atenção para ele. Não dance olhando para o lado ou para o chão.
  • Roupas e acessórios que atrapalham a dança: roupas com muitos fios, buracos, apetrechos que atrapalham a dança. Bolsas e acessórios que esbarram no parceiro. Coisas nos bolsos das bermudas dos homens que chegam até a machucar nossas pernas. 
  • Parceiros bêbados: não dá pra dançar bêbado, perde-se o equilíbrio e atrapalha o parceiro. Se tá a fim de encher a cara, não vá dançar, fica de boa curtindo o som. Se beber, não dance.
E aí, concordam com as atitudes constrangedoras que listei? Tem mais alguma que poderia acrescentar? Coloque aqui nos comentários. É hora de falar e expor o que te incomoda, só assim as pessoas vão saber o que melhorar na dança, afinal, o que todos querem mesmo é dançar de forma confortável e gostosa.

Dicas de viagem: Itaúnas além do forró


Dicas de como ir, onde comer, onde ficar e preços em Dunas de Itaúnas


Não dá pra viver só de forró, infelizmente. Sei que alguns até gostariam, mas tem que comer, dormir e curtir outras coisas também ás vezes, né?! E fiz esse post exatamente para mostrar as outras belezuras de Dunas de Itaúnas, além do forró.

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Nascer do sol em Dunas de Itaúnas. Créditos: Aguenor Timoteu.
No outro post que fiz sobre Dunas de Itaúnas - a capital do forró pé-de-serra, falei mais da cidade em relação ao forró, à música e à dança. Já este post de hoje será mais sobre a viagem, a estrutura da cidade pra receber os turistas, dicas de como ir, onde comer, onde ficar e claro, o preço de tudo.


UM POUQUINHO DE HISTÓRIA


A história de Dunas de Itaúnas está intrinsecamente ligada ao seu nome. Segundo o blog do Ministério do Turismo, as dunas escondem a antiga cidade que entre os anos 50 e 70 foi soterrada. Com isso, a vila foi transferida para o outro lado do rio Itaúnas, onde está atualmente. Hoje em dia, a antiga cidade soterrada, ou melhor, partes dela, virou atração turística. Você pode fazer trilha ou um passeio de jipe e ver algumas partes onde a antiga cidade existia.

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Praia de Dunas de Itaúnas. Créditos:Tadeu Bianconi.

DICAS DE COMO CHEGAR


Como já disse no outro post, eu fui com uma “excursão” meio informal. Uns amigos organizaram tudo, alugaram uma casa e um micro-ônibus, juntaram a galera e foram. Os organizadores já tinham contatos em Itaúnas e também tiveram desconto no busão, por isso, nossa viagem ficou em R$475 por pessoa, com transporte e casa (sim, extremamente barato, né?!). Mas foi tudo bem simples, alguns dormindo em colchões no chão da sala, na varanda, na cozinha, outros até acamparam e por aí. Mas foi super gostoso mesmo assim. Ô turma boa!

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Busão da excursão para Dunas de Itaúnas, Réveillon 2015.
Existem muitas excursões saindo de BH que fazem o pacote com transporte + hospedagem e alguns até com refeições, também a preços bem acessíveis. Vi uns pacotes para esse Réveillon de 2016 a partir de R$900. São normalmente organizadas por pessoas que também amam a cidade e o forró e já vão para Itaúnas há anos. Então acho confiável e legal ir com uma turma assim.


Para quem quer ir por conta


Quem quer ir por conta tem mais 3 opções:

Carro - bom, se for sair de São Paulo, Minas ou Rio de Janeiro, acredito que qualquer viagem vai ser um pouco mais demorada e cansativa. De BH a Itaúnas são em média 650km. Então prepare-se bem e, se possível, vá com dois motoristas ou parando para descansar. A estrada de Conceição da Barra para Itaúnas é bem chatinha, de terra, pedras e muito quente. Esse finalzinho da viagem é brabo, mas vai valer a pena, lembre-se disso!

Ônibus - para quem vai de busão dá pra fazer o trajeto Vitória - Conceição da Barra – Itaúnas. Esse percurso dá em média 271km. A viação Águia Branca faz a linha Vitória x Conceição da Barra e a Mar Aberto (Tel.: 27 3762-2093), Conceição da Barra x Itaúnas. Passagens em torno de R$60 a R$70 reais de Vitória x Conceição. Já pra Itaúnas tem ônibus ou van, em torno de R$7

Avião – na verdade essa opção é até Vitória, depois tem que ir de busão mesmo até Dunas. Aí o preço do voo varia de acordo com o local de origem.


HOSPEDAGEM 


Na minha viagem, alugamos uma casa e foi super de boa. Têm várias casas que alugam para temporada, mas o pessoal de lá não é muito comercial, não divulgam muito, acaba que fica tudo na informalidade. Se optar por alugar casa, acho que vale procurar em grupos do Facebook, que deve ter mais indicações.

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Nossa casinha em Dunas de Itaúnas.
A cidade tem também opções de pousadas, suítes, chalés e campings. Tem de diversos estilos e preços. Mas de forma geral, os preços são bem acessíveis e mais baratos que outros lugares turístico. Veja no final deste post alguns sites com contatos de hospedagens.


AS BELEZAS NATURAIS 


O Parque Estadual de Itaúnas hoje é responsável por garantir a preservação do diversos ecossistemas da região (manguezal, dunas, restingas, Mata Atlântica e alagados), além das praias. Lá também tem o Projeto Tamar, que cuida da preservação de tartarugas marinhas.

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Projeto Tamar em Dunas do Itaúnas. Créditos: Paulo Jares.

As dunas são mesmo gigantes, em altura e extensão. É bonito de ver aquele montão de areia a perder de vista, com o mar verdinho atrás. A praia tem alguns quiosques servindo comida e bebida, com cadeiras e sombrinhas. Não vi muitos ambulantes. O ambiente é tranquilo e gosto. A água do mar é quentinha e, na época que eu fui, achei o mar meio forte. No geral, na minha opinião, avalio como uma praia de média pra boa. Mas pra relaxar com os amigos, curtir o visual e se refrescar fica bom demais.

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Praia em Dunas de Itaúnas.
Agora sabe o que eu mais me encantei das belezas naturais? O rio Itaúnas. É uma delícia! Apesar da água negra que se vê ao longe, de perto é cristalina, super refrescante e tranquila. Na maioria dos dias eu fiquei me banhando pelo rio mesmo, nem chegava a ir a praia. Além de ficar de boa no rio, você também pode alugar caiaque ou stand up para passear.

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Rio Itaúnas em Dunas de Itaúnas. Créditos: Jéssica Couri.

RESTAURANTES 


Assim como a hospedagem, tem restaurante para todos os gostos e bolsos. Desde uns mais chiquezinhos (é “zinho” porque não é muito a vibe de lá lugares muito refinados!), outros mais simples, mais rústicos, porém, bons também. Tem self-service e também PF. Eu, por exemplo, comi num PF que era R$15 e num outro que era R$20. Mas um dia fui num bistrô para comer um peixe grelhado com ervas e batata com cream cheese (que tava uma delícia de bom!) e paguei em torno de R$40. 

Também tem muita lanchonete (que funcionam até de madrugada. Eu achei isso demais!). Tem uma tapiocaria lá muito boa, com vários sabores de tapioca salgadas e doces, deliciosas e bem fartas por R$12. Também tem bastante lugar vendendo açaí, creme de papaya, sorvete. Tudo baratinho. Eu me esbaldei, pois adoro essas coisas! 

Uma dica importante: leve dinheiro vivo, pois a maioria dos lugares não aceitam cartão e lá não tem caixa eletrônico, só em Conceição da Barra. 

De forma geral, se comparada às outras cidades turísticas, não podemos dizer que Itaúnas tem uma ótima estrutura turística. Mas acho que isso tem muito a ver com o estilo da cidade e dos turistas que ela recebe. O pessoal que vai pra lá, que é da cena do forró e do reggae, são pessoas muito simples, que não se preocupam tanto com luxo, sofisticação ou muito conforto. A maioria quer mesmo curtir a natureza, a música, a dança e pra isso, o que Itaúnas oferece tá bom demais. 

Eu me senti super a vontade na cidade, tinha tudo que eu gostava e não precisaria de mais nada. Só usei roupinhas leves e simples, nada de maquiagem, biju ou arrumar cabelo, ninguém liga pra isso, o importante é curtir o lugar e, claro, dançar forró! 

Sites de referência para pesquisar mais sobre a viagem pra Itaúnas