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Dança Terê 2017: os melhores profissionais de dança de salão num só lugar

Saiba como foi a 4ª edição do Dança Terê, os workshops e apresentações dos melhores profissionais de dança de salão do Brasil


O que dizer desse evento que eu acabei de conhecer, mas já considero pakas?!haha Essa famosa frase dos depoimentos de Orkut encaixa certinho na sensação que tivemos após fazer a cobertura do Dança Terê 2017, em Teresópolis. Apesar de já acompanhar à distância, foi nossa primeira vez no evento e já estamos apaixonados esperando pela próxima edição.

dança terê 2017
A energia do Dança Terê é incrível! Desde a equipe organizadora que além de super competente e organizada, é pra lá de animada e transborda alegria, se divertindo muito durante o evento, apesar da responsa. Os bolsistas também foram sucesso. Todos muito atenciosos e empolgadíssimos em ajudar. Os profissionais de dança então nem se fala, é muito talento e técnica reunida em um só lugar. Toda aula era descontraída, animada e empolgante. Você sai de um evento desse tendo mais certeza que a dança é mesmo transformadora!

Para sentir como foi a energia do Dança Terê 2017, confira o after movie que produzimos mostrando os melhores momentos:



Workshops do Dança Terê 2017


Geeente, pensa num lugar só com OS MELHORES profissionais de dança de salão do Brasil. Foi muita loucura! Vimos (mas não conseguimos participar infelizmente. Ossos do ofício!) aulas dos melhores profissionais de cada estilo, os especialistas mesmo em bolero, samba, zouk, samba funkeado, forró, bachata, kIzomba, salsa e outros. E mais: uma aula pra lá de especial do carismático e talentoso mestre Jaime Arôxa. Um show à parte!.

O mais legal é que tinham aulas para todos os níveis de pessoinhas dançantes. Os workshops eram divididos em 3 salas: iniciante, intermediário e avançado. E os congressistas podiam escolher qual das 32 aulas fazer a cada rodada. Isso durante os 3 dias de evento. Ou seja, você podia fazer uma aula de samba avançando e logo depois uma de bachata iniciante.

No final de cada workshop, além do muito conhecimento, a gente ainda assistia ao improviso do casal de professores mostrando o conceito ou movimento daquela aula. Veja abaixo alguns deles:

Leo e Robertinha – Improviso SAMBA FUNKEADO



Ana e Luiz –Improviso FORRÓ PÉ DESCALÇO


Anderson e Brenda – Improviso ZOUK


Chocolate e Ana – Improviso SAMBA



Confira os demais improvisos do Dança Terê 2017 no nosso canal no YouTube.

Os bailes do Dança Terê 2017


Quando eu disse que a equipe do Dança Terê arrasa, eu não tava brincando. Os bailes estavam simplesmente MA-RA-VI-LHO-SOS! A decoração, estrutura, organização, tudo nota mil! Na sexta, foi um baile à fantasia temático de astros do cinema (veja abaixo algumas fotos). Com dois ambientes: um latino, com a banda Mano a Mano e outro de dança de salão. Já no sábado, foi a noite do preto e branco, um baile de gala com a banda Alto Astral. Os djs eram o Dj Chan e Dj Rapha [link].
dança terê 2017
Créditos: Cobertura Dance a Dois.

dança terê 2017
Créditos: Cobertura Dance a Dois.



dança terê 2017
Créditos: Cobertura Dance a Dois. 

dança terê 2017
Créditos: Cobertura Dance a Dois.
Nos dois dias de baile também tiveram apresentações de dança dos profissionais que participaram do evento. Se os improvisos já foram maravilhosos, imaginam a coreografia. Confira alguma delas e babem:

Jaime Arôxa e Monique Marculano - BOLERO


Laura Piano e Rodrigo Piano - BACHATA


Fernando Schellenberg e Nayara Melo - SALSA


Chris Brasil e Paula Penteado - ANGOLA MIX

Sheila Aquino e Marcus Lobo - SAMBA



Assista as outras apresentações do Dança Terê 2017 no nosso canal no YouTube.

É claro que já estamos à mil trabalhando no after movie do evento pra conseguir mostrar mais e melhor para vocês como foi o Dança Terê 2017. Aguardem!  [Atualizado em 08/01] Finalizamos o after movie e inserimos no início deste post! Curtam, comentem e compartilhem! \o

IV Dança Terê: turismo dançante em Teresópolis


Os melhores profissionais de dança de salão do Brasil juntos num final de semana fantástico em Teresópolis. Se preparam para o IV Dança Terê!


Ei pessoinhas dançantes do meu coração! Estamos com mais um evento na agenda para fazermos a cobertura: o IV Dança Terê, que acontece nos dias 3, 4 e 5 de novembro (pós-feriado de finados) lá em Teresópolis.

O Dança Terê já é um evento consagrado no meio da dança de salão e eu já ficava babando vendo os vídeos das apresentações todos os anos. Eram sempre os melhores profissionais, só gente f0da e uma energia incrível. E, após trabalhar com a Andrea Mello no For All A Festa (veja tudo que rolou no evento neste post aqui), tivemos a oportunidade de estar juntos novamente no Dança Terê. E eu to como?! Amaaando!

Claaaro que fizemos aquele vídeo chamado para mostrar tudo que espera por vocês, confira aí:



IV DANÇA TERÊ: VEJA TUDO QUE VAI ROLAR ESSE ANO


Para celebrar a sua 4ª edição, o Dança Terê esse ano está ainda mais maravilhoso! Os melhores professores de dança de salão do Brasil, vários estilos de dança: samba, forró, bolero, tango, batchata, zouk e muito mais. E a participação especial do mestre Jaime Arôxa! Confira todas as atrações:

IV dança terê dança de salão Teresópolis


Quem é amante da dança de salão e quer aprimorar sua dança não pode ficar fora desta festa! E quem está procurando uma oportunidade para aprender a dançar e ainda curtir um feriado gostoso em Terê, também já tem o seu lugar!

Nós, com certeza, estaremos lá e mostraremos tudo para vocês nas nossas redes sociais. Se você ainda não nos acompanha, a hora é agora: Facebook e Instagram do Nos Passos da Dança.

Saiba mais informações no site do evento: http://www.dancatere.com.br
Ou diretamente com as organizadoras: Andrea: (21) 99621-0098 ou Máyra: (21) 99702-9218.

A dança para deficientes: inclusão social dançante


Os benefícios vão muito além dos físicos e mentais. A dança para deficientes é uma questão de aceitação na sociedade.


Ei pessoinhas dançantes! Hoje vim falar sobre a DANÇA PARA DEFICIENTES, um tema super interessante e que tem tudo a ver com duas coisas que acredito muito: a inclusão social e os benefícios físicos, mentais e sociais da dança!

A sugestão de pauta veio da querida Adriana Franco, professora de dança de salão na escola Arte em Movimento Danças de Salão, de Juiz de Fora. Ela desenvolve projetos de dança para deficientes e me mostrou um pouco do seu trabalho. Achei incrível e tive que vir aqui compartilhar com vocês.
dança para deficientes
Projeto Inclusão Quintal Mágico no qual a professora Adriana Franco ministra aulas de dança para deficientes. Créditos: foto divulgação.

Ao começar a pesquisar sobre o assunto e ver o trabalho dela, lembrei do Davi Marques. Um amigo, aluno, colega de escola e filho de uma das minhas professoras de dança de salão, a Silvana Marques, da Estação Cultural, também da terrinha. Por isso, a chamei para participar da matéria e falar um pouco sobre a dança para deficientes. Não só como professora, mas, principalmente, como mãe.

dança para deficientes
Davi Marques e Silvana Marques em um dos bailes da Estação Cultural. Créditos: foto divulgação.

Pessoas com deficiência: o que é? De quais tipos de deficiências estamos falando?


De acordo com a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência – ONU (Organização das Nações Unidas) de 2006, “as pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual (mental), ou sensorial (visão e audição) os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”. Ou seja, são pessoas com dificuldades tanto físicas, quanto mentais e, muitas vezes, consequentemente, sociais.

Portanto, atividades que estimulem o lado físico, intelectual, sensorial e mental são excelentes. Ou seja, A DANÇA! E foi assim que a Adriana Franco resolver trabalhar com essas pessoas, pois sentia neles uma vontade grande de se expressar. “Posso ajudar eles de alguma forma e vai ser com a dança!”, pensou ela. Adriana fez o curso de Extensão de Dança para cadeirantes na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e outros particulares com deficientes professores de dança. Depois, passou a dar aula nos projetos Voluntário de Inclusão Quintal Mágico e Projeto Dança Inclusão.

Já Silvana, até o nascimento do Davi, não tinha contato nenhum com o mundo da deficiência e se viu num universo paralelo quando o ele nasceu: “a gente coloca uma cortina e tampa, e essas pessoas tornam-se invisíveis mesmo. E quando ele [Davi] nasceu, meus olhos se abriram para esse universo”, comenta ela.

Por ser dançarina e professora de dança há mais de 30 anos, imaginei que uma das primeiras atividades que ela iria inserir o Davi seria a dança, naturalmente. Mas ela contou que não foi bem assim. “Na verdade eu não pensei na dança, ele foi vendo a minha prática de vida. Eu só fui pensar em dança para o Davi quando eu já o vi dançando”, conclui.

Como são as aulas de dança para deficientes?


O envolvimento natural do Davi mostra que não necessariamente toda pessoa com deficiência tem que ter um processo específico para se aprender a dançar. Na verdade, segundo as duas professoras, cada deficiência é tratada de forma diferente, pois cada uma tem o seu limite. Eles são como qualquer aluno, independente de ter deficiência ou não, cada um tem seu grau de facilidade ou dificuldade na dança, assim como seu tempo de adaptação. E nas aulas de dança a gente sempre busca entender as limitações do aluno e tenta adequar parte do processo para ele. 

Mas é claro que muitos casos pedem metodologias específicas, como no caso dos deficientes físicos. Adriana comenta que as técnicas variam de acordo com a deficiência e o grau dela. E que o recomendado é entender a fundo a deficiência de cada aluno antes de começar o trabalho. Conversar com o fisioterapeuta, médico ou psicólogo do aluno para sabe até onde ele pode ir fisicamente e também como pode ser ajudado na parte psicológica.

dança para deficientes
Aluno do Projeto Inclusão Quintal Mágico no qual a professora Adriana Franco ministra aulas de dança para deficientes. Créditos: foto divulgação.

dança para deficientes
Professora Adriana Franco e seu aluno do Projeto Inclusão Quintal Mágico. Créditos: foto divulgação.
“Por exemplo, no caso cadeirantes existem os que têm lesões leves e outros que têm graves. Os cadeirantes, dependendo da lesão, se for grave, somente usam a cadeira elétrica. Trabalho o que ele consegue fazer com cuidado para não provocar lesões piores e faço ele descobrir formas de se movimentar na música e usando o que pode como braços, cabeça, etc.”, explica Adriana.

Assista ao vídeo do casal de alunos da Adriana, Rose Vieira (cadeirante) e João Batista Vieira, de aulas particulares e do trabalho de conclusão do curso de extensão na UFJF. Vejam as possibilidades da dança nesse caso.



Na minha conversa com a Silvana, ela observou algo que achei incrível. Falando dos deficientes mentais, como o caso do Davi, ela diz que sente que o corpo deles é mais livre, se expressam mais. “No sentido deles não terem muita idealização, então você trabalha com uma vibe primária. Há muita mitificação do método, ele é um só, você conhecer a pessoa e ir no limite dela”, pontua ela.

O desafio da dança para deficientes 


Se ensinar por si só já é um desafio (eu já percebi pelo pouco tempo que dou aula!), imagina trabalhar com pessoas com deficiências, com as quais é preciso ter todo um cuidado físico e psicológico?!A professora Adriana diz que, no caso da deficiência física, o principal desafio é fazer com que eles não ultrapassem seus limites e causem lesões, pois são tão determinados quando gostam da aula que podem se empolgar demais.

A coordenadora pedagógica, Elizabete Dutra, do Projeto Inclusão Quintal Mágico Juiz de Fora, associação que trabalha com adultos com deficiência e no qual a professora Adriana ministra aulas voluntárias, comenta sobre os benefícios das aulas de dança para deficientes. Segunda Elizabete, depois que os alunos começaram as aulas de dança o estresse diminuiu, a concentração ficou melhor e eles ficaram mais tranquilos. "Com toda sua experiência didática, a Adriana soube lidar com as diferenças, valorizando em cada aluno o seu potencial. A dança passou a fazer parte da vida do aluno, trazendo alegria e bem estar. Fazendo eles se sentirem livres e conhecerem o próprio corpo", comenta a pedagoga.

Assista ao vídeo das aulas no Projeto:



Já Silvana comenta que sempre acreditou que o caminho do Davi seria em qualquer atividade física e sempre trabalhou com vários tipos na vida dele. Na dança, ela diz que o Davi é muito criativo e que a cada aula é importante para ele. Como exemplo, ela comenta que as aulas que ele tem feito no Pé Descalço Juiz de Fora estão sendo fundamentais para dar disciplina a ele.

A importância da dança na vida dessas pessoas


A dança para deficientes é tão encantadora quanto para nós. Mas acredito que para eles tem um peso maior de superar limites que talvez fossem improváveis a outros olhos. Não só o limite físico, mas também o social.

Eu conheci o Davi no meio da dança e não teve um dia que não o vi sorrindo dentro da escola ou nos bailes. Nos últimos tempos, nas aulas do Pé Descalço, o Davi se tornou parte de nós, sempre compartilhando a mesma energia. Ele está junto conosco em todos os treinos e com a mesma vontade de passar no exame, com o mesmo gás e animação. Não preciso nem dizer o quanto a dança com certeza é essencial na vida dele.

dança para deficientes
Dani comemorando sua aprovação no exame da escola Pé Descalço Juiz de Fora. Créditos: Nos Passos da Dança.


Adriana comenta que os benefícios da dança para deficientes são muitos, gradativos e visíveis tanto para o aluno, quanto para a família. Pois além de uma atividade física, também é uma forma de inclusão na sociedade, fazendo as pessoas entenderem que todos tem direito à dança.

As duas professoras destacam e corroboram o que eu observei, a dança ajuda na inclusão social. “A dança na vida do Davi é um local de muita autoconfiança e respeito. Na dança ele conseguiu se inteirar de forma muito positiva. A dança significou essa aceitação social além da sala de aula”, expõe Silvana.

E assim como Silvana mesmo me ensinou e relembrou na nossa conversa: a dança é uma forma de expressão e de comunicação poderosíssima. Ter consciência e dominar seu próprio corpo, tenha ele deficiência ou não, é sensacional. Por isso, a conclusão disso tudo é que DANÇAR NÃO TEM LIMITES E É, REALMENTE, PARA TODOS!

Davi Marques com todo sua doçura posando para as lentes do Nos Passos da Dança.


Festival de forró em Juiz de Fora: For All A Festa

O For All A Festa se consagra entre os festivais de forró como um evento diferenciado e realmente para todos.


Um Festival de forró em Juiz de Fora! Quem diria que um dia minha terrinha ia ser palco de um evento tão diferenciado e lindo. O For All A Festa, aconteceu em agosto e, nas mãos da organizadora Andrea Pereira (organizadora do Dança Terê) com participação na equipe de Weslley Moreira, Walace Santos, Ismar Serqueira, Mayra Gabriel, Faier Farias, Léo Moreno e Willian Agassis, se consagrou como um evento de extrema qualidade, que mostrou a todos a verdadeira cultura do forró

festival de forró em Juiz de Fora
Toda a galera reunida no baile de sábado. Créditos: Baila Mundo.


Confira o vídeo after movie que fizemos mostrando os melhores momentos do evento e trazendo pra vocês toda aquela energia boaaa que sentimos lá:



FESTIVAL DE FORRÓ EM JUIZ DE FORA – FOR ALL A FESTA

Com formato totalmente diferente do que temos presenciado (e mostrado aqui para vocês), o For All aconteceu no Green Hill, um dos melhores hotéis da cidade, e mesclou a divulgação do conhecimento técnico de dança (típico dos congressos de dança de salão), com os shows e a festa das bandas e da cultura do forró (que normalmente encontramos mais nos festivais de forró do sudeste que frequentamos). E essa era um dos objetivos do evento: “temos que unificar dança e música, eu acho muito importante”, comenta Andrea.

Para os workshops de forró, tivemos os melhores professores do Brasil, representando estilos de se dançar forró diferentes (vou falar mais abaixo sobre cada um deles). Os shows também foram diferenciados, com as melhores bandas do cenário de forró pé de serra: Trio Rapacuia, Nando Nogueira, Marcelo Mimoso, Conterrâneos, Trio Dona Zefa e Trio Nordestino, além das atrações locais, Trio Só Forró e o dj do evento, DJ Kalango.

festival de forró em Juiz de Fora
Os professores que ministraram workshops de forró no For All A Festa. Créditos: Baila Mundo.

Festival de forró em Juiz de Fora
Trio Nordestino no churrasco de domingo do For All A Festa. Créditos: Baila Mundo.
Festival de forró em Juiz de Fora
Mimoso e banda no baile de sábado do For All A Festa.

Festival de forró em Juiz de Fora
Trio Dona Zefa no baile de sábado a noite no For All A Festa.
Além da diversidade de atrações e do formato diferente, outra característica marcante do evento foi a infraestrutura e organização, que foi de extrema qualidade. A estrutura do local dos workshops, hospedagem, alimentação, o som, tudo feito para uma experiência realmente gostosa...assim como dançar forró.

FESTIVAL DE FORRÓ EM JUIZ DE FORA: VÁRIOS ESTILOS, RITMOS E PROPOSTAS


A proposta primária do evento era realmente mostrar que o forró é para todos: todos que gostam de dançar, todos que gostam de ouvir a música, todos que amam essa cultura nordestina! Através, principalmente dos workshops, o evento conseguiu mostrar como a cultura do forró é muito rica e diversificada. São vários estilos dentro do ritmo forró, várias formas de dançar, várias formas de ensinar. Cada workshop de forró vindo de um canto do país, professores com vivências distintas, metodologias diferentes e estilo próprio, simplesmente os melhores.

Como disse o próprio padrinho do evento, o objetivo do For All A Festa era que as pessoas “tivessem contato com diversas possibilidade de dançar forró”. E com certeza isso foi alcançado! Veja abaixo um pouco sobre cada workshop de forró:

GILBERTO PAIXÃO – FORRÓ NORDESTINO/PÉ DE SERRA/ROOTS


Com anos de experiência em forró, o professor Gilberto Paixão esteve presente no Festival de Forró em Juiz de Fora mostrando o seu estilo próprio, que tem base no forró tradicional, mas com uma mistura gostosa de elementos do forró nordestino (movimentos de quadril), as sacadas de pernas (hoje consideradas oriundas do estilo Itaúnas/roots, mas que veio muito do tango, como ele mesmo comenta) e movimentos de giros (oriundos principalmente do pé de serra).

Nos seus workshops, Paixão trabalhou muito os movimentos e posturas de base, além de giros no eixo e musicalidade. Veja a apresentação do professor e curta um pouco a energia da sua dança. Afinal, Gilberto transmite mesmo o seu famoso jargão “Quem dança, é mais feliz”.


MILENA E VALMIR - FORRÓ PÉ DESCALÇO


Nossa escolinha do coração não podia ficar de fora de um Festival de Forró em Juiz de Fora, né?!O Pé Descalço foi representado por Milena e Valmir, uns dos melhores dançarinos da escola. Apesar de ter pouco tempo de existência, se comparado à outras escolas e estilos, e por ser formado por professores bem mais jovens, se comparado aos das escolas tradicionais de dança de salão, o Pé Descalço hoje virou mais que uma escola de forró, é considerado um estilo de se dançar forró. 

O Pé Descalço é muito reconhecido pelos movimentos de braços, giros soltos e por dançar músicas extremamente rápidas. Mas o estilo tem várias outras características de dança que o tornaram mundialmente conhecido, como: mistura de movimentos de outros estilos (sobretudo a salsa, o samba e o zouk), conceitos de leveza, musicalidade e agilidade.

Vejam o improviso no final de uma das aulas do For All A Festa e entendam por que somos realmente apaixonados por esse estilo <3


DAIARA E JURUNA - FORRÓ ESTILO ITAÚNAS (ROOTS)


Um dos estilos mais procurados ultimamente: o estilo de Itaúnas, muitas vezes também chamado de roots, está super em alta. E o workshop dos pais dos estilo, Daiara Paraíso e Márcio Juruna era um dos mais esperados. E não é atoa, o forró de itaúnas/roots é realmente muito legal e divertido de dançar, além de ser extremamente desafiador (pra não dizer difícil rs).

O estilo de forró Itaúnas é tipicamente conhecido pelas jogadas e sacadas de pernas, que, diferente do samba, não são “tiradas” propriamente com a perna, mas sim com condução de tronco e braço. A agilidade nas pernas deles é surreal, principalmente em músicas rápidas. Eu e Ruan somos fãs demais do estilo e buscamos aprender para incrementar na nossa dança. E agora depois de conhecer esses dois, super humildes e de alta qualidade, viramos ainda mais fãs!

Olha que irado o improviso deles no Festival de Forró For All A Festa:


KUQUE  E MARCELA - FORRÓ ELETRÔNICO


Falando em virar fã....gente, para tudo! Eu fiquei simplesmente ENLOUQUECIDA DE ENCANTADA com esse casal, Kuque e Marcela. Além de lindos (ela então, nem se fala né?!), simpáticos, super didáticos e técnicos, eles me fizeram quebrar um preconceito que tinha sobre o estilo forró eletrônico. Apesar de nunca discriminar qualquer dança, eu achava simplesmente engraçado esse estilo de dançar forró, parecia mais zoação do que dança...mas QUEEE?!!! Haja técnica pra dançar que nem eles, tá?! Agora eu digo com todo orgulho do mundo que eu ADORO O FORRÓ ELETRÔNICO. Mas preciso muito aprender a dançar primeiro haha

Se tem uma característica marcante no forró eletrônico é, sem dúvida, a energia! Que ritmo gostoso e contagiante, não dá pra ficar parada e não tentar mexer o quadril haha O estilo, assim como vários todos, mistura alguns movimentos de outras danças, sobretudo a batchata, zouk e salsa. 

Segurem o queixo para ver o vídeo deles dançando no For All a Festa:


DAMYLA E MARCELO GRANJEIRO - FORRÓ DE GAFIEIRA E AÉREOS


Todo mundo diz que forró é uma dança super gostosa de se dançar, juntinho e coladinho, delicinha, né?! Pois é bem isso que os professores e padrinhos do evento For All A Festa, Damyla Maria e Marcelo Granjeiro, passam nas suas aulas. Que a curtir a DANÇA é o mais importante,  se deixar levar pela música e aproveitar as técnicas no momento certo.

De forma extremamente didática, eles mostraram como movimentos aparentemente básicos podem ser aproveitados de maneiras diversas, usando outros tempos, outro corpo e principalmente a musicalidade. Olha que delícia de ver os dois dançando juntos, que conexão! (Estou atrás da versão dessa música, quem souber me manda aí, pleeeease!).


Além disso, eles ministraram um dos workshops mais esperados do evento, o de passos aéreos. E levaram toda a didática, técnica e paciência para essa aula que foi simplesmente demais! Diferente do que muitos imaginam (e tentam), passos aéreos não é simplesmente jogar o outro pra cima e fazer piruetas (não, não é o mortal do Ruan!rs). Requer muita consciência corporal, do parceiro e dos movimentos que vão ser executados. Por isso, os exercícios do workshop foram voltados para trabalhar o corpo e prepará-lo para os movimentos aéreos no forró.

GLEDSON E LETICIA – MUSICALIDADE NO FORRÓ


Os professores da Cia da Terra, Gledson e Leticia, ministraram uma das aulas mais bacanas do evento, de um conceito que acho extremamente importante e no qual todos os professores deveriam focar sempre: MUSICALIDADE! Porque o que adianta fazer um monte de movimento tudo fora do ritmo, amigo?! Me ajuda aí, né?! E eles ajudaram e fizeram um workshop incrível explicando e trabalhando o conceito, com exercícios simples de teoria musical. Foi realmente muito interessante!

E veja aplicação da musicalidade na dança e vai me dizer que não é outra belezura de se ver!


Esse foi o For All A Festa! Espero que tenham conseguido sentir um pouco do gostinho do evento. E que tenham gostado e se animado, porque em 2018 tem mais!

Tango em Juiz de Fora: um pouco de música

Conheça um pouco mais sobre a música tango e comece a apreciá-la


Ei pessoinhas dançantes! Semana passada eu fiz um post aqui falando algumas coisas que aprendi sobre o tango num bate-papo com o professor Júlio Cezar Franco, organizador do Manchester Tango, professor de dança de salão na escola Balliamo e um dos professores especialistas em tango em Juiz de Fora. Quem ainda não viu, vale a pena ler, tá super completa e cheia de vídeos lindos de tango! (Ler agora clicando aqui).

A ideia do bate-papo surgiu pelo meu interesse crescente nessa dança a partir do nosso envolvimento no projeto Manchester Tango Juiz de Fora, organizado pelo professor Júlio. Mas a conversa rendeu tanto que deu conteúdo para dois posts sobre o tema. No primeiro eu foquei, claro, na dança. Mas não existe dança sem música e o tango é lindo de se dançar e de se ouvir também. Por isso, trouxe aqui algumas ideias e sugestões para vocês sobre a música tango.

Para entrar no clima, dê o play no vídeo e leia ouvindo o tango de Carlos Gardel, Por una cabeza.



Tango como música


Dança sem música não existe. Ouvir, entender e se envolver com a música é muito importante para uma boa dança. No tango não é diferente. Hoje, há a dança tango e a música tango, mas para um dançarino, o estudo deve ser sempre de ambos. O tango como música tem suas variações dentro do estilo, de acordo com as épocas e os compositores. Alguns bem conhecidos são Carlos Gardel, Aníbal Troilo, Francisco Canaro, Rodolfo Biagi e Rúben Juarez. Abaixo a composição Adios Nonino, de Astor Piazzolla,  considera, por muitos, sua obra-prima. Ele fez esta música para homenagear o seu falecido pai. 




Mas por qual compositor devo começar a ouvir tango?


O professor Júlio indica que se comece a ouvir os compositores dos anos 40, pois são tangos mais marcados e cadenciais, além de serem os que, até hoje, mais tocam nas milongas argentinas. Sua principal indicação é Osvaldo Pugliese, pois apesar de respeitar as cadências do tango, tem uma linha melódica muito boa. Além dele, Júlio cita também Juan d'Arienzo, considerado “o rei do compasso”, por ter tangos de marcação forte. É um dos compositores de tangos que os milongueiros argentinos mais gostam de dançar, por ter tangos de marcação bem clara e definida. Veja baixo uma apresentação de tango com a música “La tupungatina” de Pugliese, olha que lindeza!


Após esse primeiro contato, o professor indica também ouvir Astor Piazzolla, mais recente que Pugliese, esse compositor tinha um estilo próprio que variava muito entre o tango mais melódico e mais cadencial, misturando ainda outros ritmos. Ousou mais na melodia e quebrou regras, tanto que não foi bem aceito pelos milongueiros, pois segundo eles era um tango que “não se podia bailar”.  Só quando voltou de uma turnê fora da argentina que foi mais aceito pela comunidade artística dos hermanos. Veja abaixo o vídeo da composição Libertango de Piazzola dançada por um casal no estilo tango de escenario.


Atualmente têm-se também o tango moderno, conhecido como tango eletrônico e neotango. Eles são muito bons para coreografias, para o tango de escenario, por serem mais marcados e também atraírem mais os jovens. Veja abaixo um vídeo de dança de uma música do Gotan Project.


Como dançar tango com musicalidade? 


Eu sempre digo nas minhas aulas que, aprender e executar passo é “fácil”. O difícil, e o que eu considero uma dança mais madura e bonita, é executar os movimentos na música, sentindo e expressando o que a música lhe passa, desenvolvendo o que chamamos de musicalidade (se quiser entender mais sobre esse conceito, fiz um post sobre esse conceito com os professores do Pé Descalço de BH, leia aqui). 

Portanto, assim como acontece nas outras danças, o tango também tem que ser dançado sentindo a música. Mas como a música não é comum para nós, então, o desafio é ouvi-la e conhecê-la melhor para poder treinar os ouvidos e depois o corpo, adequando os movimentos aprendidos com o tempo e as nuances da música. 

Esse estudo é tão profundo no tango, que atualmente existem seminários de tango específicos sobre certos compositores. Os professores estudam a fundo alguns compositores para tentar entender como se dançar cada um. No Manchester Tango, o professor Júlio dará o seminário “Como bailar estilo Osvaldo Pugliese e estilo Juan D´Arienzo – nível iniciado e avançado”.

Manchester Tango em Juiz de Fora


Tenho certeza que se você chegou até aqui neste post, não só os pezinhos estão coçando para aprender tango, mas o ouvido pedindo para escutar também. Então, aproveite para mergulhar nesse mundo e participe do Manchester Tango Juiz de Fora, nos dias 26, 27 e 28 de maio. Além de workshops e seminários de tango, de todos os níveis, do iniciante ao avançado, resgaste histórico sobre o tango na cidade e apresentações de dança de salão, terá também performance musical de tango ao vivo, com a cantora Celeste Gomes. Veja abaixo uma palinha da cantora no vídeo do evento:


Mais informações neste post aqui , na página do evento no Facebook ou diretamente com o professor Júlio Cezar Franco pelo telefone (32) 99194-7089.

E bora dançar ouvindo a música pelos ouvidos, sentindo na alma e expressando no corpo! \o

Tango em Juiz de Fora

Saiba mais sobre a dança tango em Juiz de Fora com o professor Júlio Cezar Franco


Ei pessoinhas dançantes do meu coração! Quem acompanha o Nos Passos da Dança no Facebook, Instagram e viu o último post aqui do blog, percebeu que estamos super envolvidos com o Manchester Tango, um evento de tango em Juiz de Fora. Eu já achava o tango lindíssimo, mas agora estou com os pezinhos coçando pra arriscar aprender e cada vez mais admirada. Por isso, resolvi entender mais sobre o tango e trazer aqui pra vocês.

tango em Juiz de Fora
Professor Júlio Cezar Franco e sua parceira, a professora, Fernanda Neves, dançando tango.

E ninguém melhor para me ajudar nesse aprendizado do que o professor Júlio Cezar Franco, organizador do Manchester Tango, professor de dança de salão na escola Balliamo Espaço de Dança e um dos professores especialistas em tango em Juiz de Fora. Tivemos um bate-papo muito bacana e ele me contou como começou a se envolver com o tango. Assim como muitos dançarinos de dança de salão, o tango já era uma dança que despertava nele grande fascínio. Mas foi na decisão de abrir a Balliamo, há 23 anos atrás, que ele percebeu que o tango poderia ser um diferencial da sua escola de dança de salão, visto que na época o tango era muito pouco trabalhado na cidade.

Júlio foi buscar mais aprendizado sobre tango no Rio de Janeiro e lá conheceu um casal de professores argentinos, a Alejandra González e o Marcelo Roldan, que o ajudou na promoção do tango em Juiz de Fora, ministrando, durante 6 meses, um curso de tango na cidade. Isso, somado ao aprimoramento do Júlio no tango, colocava a Balliamo no caminho de se tornar a referência que é atualmente em tango em Juiz de Fora. 

Mas o professor continua aprendendo e busca estar sempre atualizado, faz cursos em Buenos Aires e estuda cada vez mais a fundo o tango, como dança, como música e como cultura argentina. “Minha relação com o tango não é de passos, passos você aprende na internet. Minha relação é de profundidade. Eu sempre quis entender a alma do tango. O porquê dos fundamentos do tango”, diz Júlio.

Um pouco da origem do tango


Vou começar com aquela frase clichê sobre a origem de uma dança...”A origem do tango causa discussão entre os estudiosos e não é muito bem definida” haha.  Mas segundo o professor Júlio, o tango  nasceu da combinação de culturas europeias, africanas e latino-americanas. Mas a mistura final, que realmente criou o tango como o conhecemos hoje, nasce em uma atmosfera totalmente portenha, na bacia do Plata, em zonas boêmias argentinas como o bairro de La boca.

A dança tango - Características principais e diferenças das outras danças de salão


Como eu “sou da” dança de salão, sempre que estou aprendendo sobre um estilo, a primeira coisa que procuro entender é qual a característica principal dele e sua diferença para as outras danças de salão. E foi essa uma das perguntas que fiz para  Júlio, que me explicou que em termos de movimentos, assim como qualquer outro estilo de dança, o tango tem sim os mais característicos, como a caminhada, movimentos de pernas e pés, a linguagem corporal e o tempo. Mas para ele, há outras duas características diferenciais do tango.

1. A cultura do tango é muito diferente


Por não ser um ritmo originário do Brasil, a maioria das pessoas não tem o costume de ouvir tango no rádio, na rua ou em eventos, assim como acontece com o samba, o forró e até mesmo o bolero, que são ritmos musicais mais comuns, que fazem com que nossos ouvidos sejam mais acostumados com eles. O que, com certeza, facilita na hora de dançá-los. Segundo Júlio, esse é um dos desafios do tango, que o faz tão diferente dos demais. Por isso, é preciso estudá-lo e entendê-los mais como música e como cultura argentina. Tanto que a dica do professor para quem quer começar a dançar tango é: comece a ouvir muito tango! (opa, já estou criando minha playlist haha).

2. O abraço do tango


Eu sempre digo que a dança de salão é caracterizada pelo abraço. Mas no tango o abraço é diferenciado, mais próximo, peito com peito, tronco todo colado (assim como acontece em alguns estilos de forró). A diferença é que no tango (especificamente no tango de pista), o abraço quase nunca se rompe e os quadris ficam separados, dando espaço para os movimentos de pernas. Júlio comenta que a postura do abraço no tango de pista se assemelha a um castelo de cartas, os dançarinos projetam o corpo um para cima um do outro, usando a gravidade e contrapeso, num encaixe que forma uma resistência. É dessa forma que o cavalheiro conduz a dama. Tudo começa no abraço, a condução do cavalheiro vem do tronco e a resposta da dama à condução é sentida também no tronco, utilizando o contrapeso para fazer a caminhada e os movimentos de perna.

Veja abaixo um vídeo que mostra de forma clara esse tipo de abraço no tango. Lembrando que esse tipo de abraço é o mais técnico e maduro, para quem já tem consciência e domínio do corpo e do estilo tango. Deve ser construído ao longo da dança.




Tango de pista e tango escenario: diferenças hermanas 


O professor Júlio Cezar também explica a diferença entre tango de pista e tango escenario. O primeiro é o tango real, que se dança nas milongas (bailes onde se dançam tango). Suas características principais são que, como é dançado em salões de baile, o abraço fechado do tango predomina praticamente durante toda a dança, quase nunca se rompe. E os movimentos são mais fechados e contidos, respeitando o espaço e os outros casais. É a dança do casal para o próprio casal.

Já o tango escenario é o tango de apresentação. No qual há o rompimento do abraço fechado, com movimentos totalmente abertos e alongados, onde se usa mais o espaço. É a dança do casal para os outros. O vídeo acima, apesar de ser uma apresentação, mostra claramente um tango de pista. Abaixo veja um vídeo de um tango estilo escenario.





Júlio ressalta muito a importância de se ensinar para os alunos nas aulas de tango sobre a diferença desses dois jeitos de se dançar tango, para que o aluno possa se adaptar ao ambiente que estiver e curtir a dança de acordo com a proposta da mesma. É isso o que ele ensina nas suas aulas de tango em Juiz de Fora.

Como dançar tango?


tango em Juiz de Fora
Professor Júlio Cezar Franco e sua parceira, a professora, Fernanda Neves, dançando tango.
Como estão intrinsecamente ligados, é preciso dançar sempre dando a devida importância para a música, senti-la e se envolver. Mas no tango, por ser tão diferente para nós, é preciso ir mais a fundo e estudar mesmo os compositores, para ver como expressar sua dança em diferentes músicas.

Esse estudo é tão profundo no tango, que atualmente existem seminários de tango específicos sobre certos compositores. Os professores estudam a fundo alguns compositores para tentar entender como se dançar cada um. No Manchester Tango, o professor Júlio dará o seminário “Como bailar estilo Osvaldo Pugliese e estilo Juan D´Arienzo – nível iniciado e avançado”.

Perguntinhas básicas sobre como dançar tango


Sabe aqueles perguntinhas báasicas que todo mundo faz sobre certo assunto...eu também fiz para professor.

O tango é difícil de aprender?


Não, a dificuldade é a mesma de qualquer dança (ritmo, movimentos, consciência corporal, domínio do corpo, condução etc). A diferença do tango, como citado acima, é mesmo a barreira cultural, por não estarmos acostumados com o ritmo musical, a dança intuitiva não acontece tanto como nos outros estilos de dança, o que dificulta no ritmo e no embalo. Mas nada como o treino do corpo e do ouvido não ajude.

É preciso saber outros ritmos para aprender tango?


Não! Assim como acontece em qualquer outro estilo de dança que se inicia, caso você já saiba outro ajuda sim, na consciência corporal, noções de comando, abraço, condução  etc. Mas você pode sim aprender a dançar começando pelo tango. Ele também vai te ajudar muito nas outras danças, caso faça o caminho inverso. Agora, mesmo quem já dança outros estilos, quando começa a dançar tango é diferente, descontrói, é outra linguagem.

Manchester Tango em Juiz de Fora

Manchester tango em Juiz de Fora evento de dança de salão

Tenho certeza que se você chegou até aqui neste post, os pezinhos já estão coçando para aprender ou aprimorar a dança tango haha. Então, aproveite para mergulhar nesse mundo e participe do Manchester Tango Juiz de Fora, nos dias 26, 27 e 28 de maio. Além de workshops e seminários de tango, de todos os níveis, do iniciante ao avançado, terá também performance musical de tango ao vivo, resgate histórico sobre o tango em Juiz de Fora, apresentações de tango e outras danças. 

Mais informações neste post aqui, na página do evento no Facebook ou diretamente com o professor Júlio Cezar Franco pelo telefone (32) 99194-7089.

E bora dançar, seja o estilo que for, a música que for! \o

Manchester Tango Juiz de Fora

Tango em Juiz de Fora: arte, cultura, história e muita dança em um só evento!


Quem aí não aprecia um belo tango, não se emociona e fica de queixo caído com essa dança?! Então chegou a oportunidade de passar 3 dias envolvidos com uma das danças mais lindas da dança de salão no Manchester Tango, um evento de tango em Juiz de Fora.

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Nos dias 25, 26 e 27 de maio, Juiz de Fora vai ser palco de um evento de dança de salão diferenciado. O Manchester Tango Juiz de Fora, organizado pelo professor Julio Cezar Franco, da escola Balliamo Espaço de Dança, vem com a proposta de divulgar não só o tango como dança, mas também sua história e sua música, mostrando como a história do tango no Brasil tem várias páginas escritas na nossa cidade.

O evento terá workshops de tango de todos os níveis, do iniciante ao avançado; seminário teórico e prático com metodologias estudados em Buenos Aires (super atualizadas após última viagem em março deste ano!); milonga, palestra sobre a história do tango em Juiz de Fora; bailes de dança de salão (todos os ritmos) e apresentações de tango e danças de salão. Veja a programação completa mais abaixo neste post.

A ideia deste evento de tango surgiu anos após o encontro do professor Julio Cezar com a renomada professora de dança de salão, Maria Antonieta, no qual ela comenta sobre Juiz de Fora ter sido um polo de tango nos anos 40. Após pesquisas sobre a revelação, confirmou-se que a manchester mineira (como é conhecida Juiz de Fora) foi palco do desenvolvimento do tango, considerada até mesmo como a capital do tango na época. Entenda mais sobre a história do tango em Juiz de Fora e como essa descoberta desencadeou num evento de tango maravilhoso para nossa cidade, vendo o vídeo do evento a seguir:


Programação Manchester Tango Juiz de Fora



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Ficou na vontade de dançar tango, aprender ou simplesmente apreciar essa arte? Então entre na página do evento no Facebook ou diretamente em contato com o organizador do evento, professor Julio Cezar pelo telefone (32) 99194-7089.

O Manchester Tango Juiz de Foraterá também performance musical de tango ao vivo, com a cantora Celeste Gomes. Veja abaixo uma palinha da cantora no vídeo do evento:




Vamos apreciar a arte de dançar, afinal, dança é terapia para corpo, mente e alma! <3

Bolero: um caso de amor da dança de salão

Bolero Fest: romantismo, suavidade e paixão num só evento


Quem é apaixonado pela dança de salão normalmente suspira ao ver um casal dançando um lindo bolero. E foi cheios de suspiros e envolvidos num clima de muito romantismo que participamos do Bolero Fest, evento que ocorreu no dia 6 de novembro, no Círculo Militar, em Juiz de Fora. 

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O Bolero Fest foi organizado pelos professores Adriana Franco e Derly Jacob, da escola Arte em Movimento Danças de Salão. O evento contou com 10 horas de workshops e reuniu diversos professores de dança de salão de Juiz de Fora e de Petrópolis. Foi isso o que achei mais interessante: conseguir reunir em um só evento professores de escolas diferentes, o que é bem incomum na cidade (os eventos normalmente são feitos por cada escola e chamam só professores de fora, não há muito a participação das outras escolas). Essa diversidade de conhecimentos vindos dos melhores profissionais em um só evento foi espetacular. Por mais eventos assim!

Já postamos várias fotos e vídeos do evento lá no Facebook do Nos Passos da Dança e também no nosso canal no Youtube.

O Bolero Fest também teve um baile especial, no qual os professores do workshop se reuniram para uma grande ronda de bolero. Foi lindo demais ver todos aqueles profissionais competentes e dançarinos maravilhosos juntos. Foi uma apresentação emocionante, vejam:


POR QUE O BOLERO É UMA DAS PRIMEIRAS DANÇAS QUE SE APRENDE NA DANÇA DE SALÃO?


O que mais ouvimos nas nossas entrevistas é que o bolero é uma dança muito boa para os iniciantes. De acordo os professores do evento, além de ser uma das danças mais antigas e tradicionais da dança de salão, o bolero pode ser utilizado como ferramenta de aprendizado para os iniciantes, pois ajuda muito na assimilação de conceitos básicos e primordiais da dança de salão como: postura, equilíbrio, condução, ritmo e relação inter casal. Os alunos que aprendem o bolero conseguem captar melhor a essência da dança de salão.

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A professora Natália Paletta, da escola Balladines, comenta que pelo bolero ser uma dança mais lenta, você tem mais tempo pra pensar na execução dos passos e com isso disciplina seu corpo para as outras danças. Pra depois pensar mais rápido quando for dançar ritmos mais ágeis.  O professor Júlio Franco, da escola Balliamo, acrescenta ainda que o bolero ajuda muito na questão postural, pois é uma dança que pede uma postura mais ereta e firme, o que ajuda também nas outras danças.

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MOVIMENTOS E CONCEITO BÁSICOS (E SUAS EVOLUÇÕES) DO BOLERO


Por ter alunos já envolvidos com a dança de salão e que já tinham contato com o bolero, os workshops foram bem voltados para o aprimoramento da dança, sempre passando conceitos e técnicas com o intuito de dar algo a mais do que os alunos aprendem nas aulas do dia a dia.


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POSTURA E ABRAÇO


O professor Júlio Franco falou sobre a importância da postura no bolero, que é mais elegante, ereta e firme, por ser uma dança mais clássica e tradicional. Porém, ressaltou a importância de se distinguir a postura formal – essa mais técnica, quando se está dançando com pessoas até então desconhecidas; da postura informal – mais relaxada, sem deixar de ser elegante, quando se está dançando com um par mais conhecido. “No caso do bolero você tenta passar a mensagem de uma alma suave e romântica, a postura tem que ser condizente”, comenta o professor.

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CONDUÇÃO 


Os professores Jailton Justino, da escola Scenarium e Pedrinho Alves, da Academia de Dança Pedrinho Alves, abordaram o conceito da condução de uma forma muito diferente e bonita. Para eles, a condução começa quando o cavalheiro avista a dama no salão, estende a mão, a convida pra dançar, abraça, se posiciona para começar a dança. Para eles, tudo começa ali. “Isso pra mim é condução: corpo com corpo, pele e energia. Toda preparação antes da dança em si, já é a condução”, comenta Jailton.

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TROCADILHO, LEQUE E SUAS VARIAÇÕES


O professor Júlio Franco, trabalhou também com o trocadilho, passo clássico do bolero. Mas passou questões técnicas, como o movimento do quadril, que ajudam a deixar o passo com mais desenvoltura. Os professores Elis Pires e Anísio Basílio, da escola Espaço Arte Cultural Pires Basílio, trabalharam o leque e suas variações, com movimentos de efeitos diferentes no leque tradicional.

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TEMPO, CONTRATEMPO E TEMPO LISO


Os professores Maximilliam Santos e Renata, da escola Balliamo, exploraram os conceitos de tempo, contratempo e tempo liso. A ideia é trabalhar um mesmo passo em tempos diferentes, usando a mesma música, porém fazendo com a sua dança fique mais criativa saindo da rotina de 123. “Não que iremos deixar de usar o 123, mas, com isso, o cavalheiro e a dama passam a ter mais possibilidades e recursos para poder usar em suas danças”, comenta Max.



CONCEITOS MAIS COMPLEXOS NO BOLERO 


Outros professores exploraram conceitos mais complexos na dança bolero, como a questão do sentimento na dança, que os professores Pablo Silva e Silvana Marques, da escola Estação Cultural, abordaram, destacando a importância de se dançar sentindo a música e tentando expressá-la, sem ficar preso aos movimentos e figuras convencionados. “Somos muito levados pelo desejo de dançar, de fazer figuras e gestos técnicos. Ás vezes, a pessoa até tem repertório, mas não sente a dança, não coloca sentimento, e aí fica uma dança sem expressão ou com a expressão vazia”, explica Pablo. 

O professor petropolitano Pedrinho Alves, explorou os conceitos de equilíbrio, tempo de música e expressão corporal, mostrando como os cavalheiros podem se dedicar a movimentos mais suaves e equilibrados e, com isso, enxergar saídas diferentes das tradicionais. 


Também de Petrópolis, o professor Leandro Marques, do A2 Studio de Arte e Dança, trouxe movimentos mais elaborados para o salão.  A ideia é mostrar movimentos para “as pessoas não ficarem no meio do salão sem conseguirem sair do lugar e se movimentar direito. Para que os casais comecem a circular o salão dançando, de forma simples, mais dinâmica.”, explica Leandro.

BOLERO ESTILIZADO


Mesmo a dança de salão tendo se popularizado mais nos últimos anos, ainda temos alguns estereótipos vigentes na cabeça de alguns, como o de que “bolero é coisa de gente velha”. Provavelmente por ser uma dança antiga, tradicional e realmente muito dançada por pessoas mais velhas (pois eram da época delas), ocorre essa ligação direta. Mas cada vez mais vemos jovens dançando o bolero também. 

Porém, diante desse estereótipo ainda corrente e da percepção por parte de grandes profissionais da dança de salão que o bolero estava se perdendo um pouco, surgiu-se há poucos anos uma proposta mais moderna e atual para o bolero, que se caracterizou como bolero estilizado ou bolero moderno. 

No Bolero Fest tivemos um workshop só de bolero estilizado com os professores Marcelo Santos e Mariana Eveling, da Academia Marcelo Santos. Marcelo explica que a proposta do bolero estilizado não é só conceitual, para agradar os jovens, mas para inovar mesmo a dança para todos os públicos. “O bolero estilizado é uma reformulação do bolero tradicional para o contemporâneo. Não é uma modificação radical, mantém as raízes, a movimentação básica, só se adapta à atualidade”, explica Marcelo.


O bolero estilizado tem inovação tanto na música, aproveitando e utilizando músicas mais contemporâneas (por isso a aceitação maior dos jovens), quanto na técnica, com conceitos de mais movimentação e dinâmica entre o casal e do casal no salão (no bolero tradicional acaba que a dama aparece e se movimenta mais).

E para finalizar essa matéria linda e cheia de amor, compilamos tudo que vivemos nesse dia romântico num vídeo sobre o evento. Espero que consigam sentir a energia boa que rolou no Bolero Fest, que babem com as danças lindas que tivemos, que os participantes morram de saudade e que todos fiquem com muita vontade de ir no próximo!