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A dança para deficientes: inclusão social dançante


Os benefícios vão muito além dos físicos e mentais. A dança para deficientes é uma questão de aceitação na sociedade.


Ei pessoinhas dançantes! Hoje vim falar sobre a DANÇA PARA DEFICIENTES, um tema super interessante e que tem tudo a ver com duas coisas que acredito muito: a inclusão social e os benefícios físicos, mentais e sociais da dança!

A sugestão de pauta veio da querida Adriana Franco, professora de dança de salão na escola Arte em Movimento Danças de Salão, de Juiz de Fora. Ela desenvolve projetos de dança para deficientes e me mostrou um pouco do seu trabalho. Achei incrível e tive que vir aqui compartilhar com vocês.
dança para deficientes
Projeto Inclusão Quintal Mágico no qual a professora Adriana Franco ministra aulas de dança para deficientes. Créditos: foto divulgação.

Ao começar a pesquisar sobre o assunto e ver o trabalho dela, lembrei do Davi Marques. Um amigo, aluno, colega de escola e filho de uma das minhas professoras de dança de salão, a Silvana Marques, da Estação Cultural, também da terrinha. Por isso, a chamei para participar da matéria e falar um pouco sobre a dança para deficientes. Não só como professora, mas, principalmente, como mãe.

dança para deficientes
Davi Marques e Silvana Marques em um dos bailes da Estação Cultural. Créditos: foto divulgação.

Pessoas com deficiência: o que é? De quais tipos de deficiências estamos falando?


De acordo com a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência – ONU (Organização das Nações Unidas) de 2006, “as pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, intelectual (mental), ou sensorial (visão e audição) os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”. Ou seja, são pessoas com dificuldades tanto físicas, quanto mentais e, muitas vezes, consequentemente, sociais.

Portanto, atividades que estimulem o lado físico, intelectual, sensorial e mental são excelentes. Ou seja, A DANÇA! E foi assim que a Adriana Franco resolver trabalhar com essas pessoas, pois sentia neles uma vontade grande de se expressar. “Posso ajudar eles de alguma forma e vai ser com a dança!”, pensou ela. Adriana fez o curso de Extensão de Dança para cadeirantes na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e outros particulares com deficientes professores de dança. Depois, passou a dar aula nos projetos Voluntário de Inclusão Quintal Mágico e Projeto Dança Inclusão.

Já Silvana, até o nascimento do Davi, não tinha contato nenhum com o mundo da deficiência e se viu num universo paralelo quando o ele nasceu: “a gente coloca uma cortina e tampa, e essas pessoas tornam-se invisíveis mesmo. E quando ele [Davi] nasceu, meus olhos se abriram para esse universo”, comenta ela.

Por ser dançarina e professora de dança há mais de 30 anos, imaginei que uma das primeiras atividades que ela iria inserir o Davi seria a dança, naturalmente. Mas ela contou que não foi bem assim. “Na verdade eu não pensei na dança, ele foi vendo a minha prática de vida. Eu só fui pensar em dança para o Davi quando eu já o vi dançando”, conclui.

Como são as aulas de dança para deficientes?


O envolvimento natural do Davi mostra que não necessariamente toda pessoa com deficiência tem que ter um processo específico para se aprender a dançar. Na verdade, segundo as duas professoras, cada deficiência é tratada de forma diferente, pois cada uma tem o seu limite. Eles são como qualquer aluno, independente de ter deficiência ou não, cada um tem seu grau de facilidade ou dificuldade na dança, assim como seu tempo de adaptação. E nas aulas de dança a gente sempre busca entender as limitações do aluno e tenta adequar parte do processo para ele. 

Mas é claro que muitos casos pedem metodologias específicas, como no caso dos deficientes físicos. Adriana comenta que as técnicas variam de acordo com a deficiência e o grau dela. E que o recomendado é entender a fundo a deficiência de cada aluno antes de começar o trabalho. Conversar com o fisioterapeuta, médico ou psicólogo do aluno para sabe até onde ele pode ir fisicamente e também como pode ser ajudado na parte psicológica.

dança para deficientes
Aluno do Projeto Inclusão Quintal Mágico no qual a professora Adriana Franco ministra aulas de dança para deficientes. Créditos: foto divulgação.

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Professora Adriana Franco e seu aluno do Projeto Inclusão Quintal Mágico. Créditos: foto divulgação.
“Por exemplo, no caso cadeirantes existem os que têm lesões leves e outros que têm graves. Os cadeirantes, dependendo da lesão, se for grave, somente usam a cadeira elétrica. Trabalho o que ele consegue fazer com cuidado para não provocar lesões piores e faço ele descobrir formas de se movimentar na música e usando o que pode como braços, cabeça, etc.”, explica Adriana.

Assista ao vídeo do casal de alunos da Adriana, Rose Vieira (cadeirante) e João Batista Vieira, de aulas particulares e do trabalho de conclusão do curso de extensão na UFJF. Vejam as possibilidades da dança nesse caso.



Na minha conversa com a Silvana, ela observou algo que achei incrível. Falando dos deficientes mentais, como o caso do Davi, ela diz que sente que o corpo deles é mais livre, se expressam mais. “No sentido deles não terem muita idealização, então você trabalha com uma vibe primária. Há muita mitificação do método, ele é um só, você conhecer a pessoa e ir no limite dela”, pontua ela.

O desafio da dança para deficientes 


Se ensinar por si só já é um desafio (eu já percebi pelo pouco tempo que dou aula!), imagina trabalhar com pessoas com deficiências, com as quais é preciso ter todo um cuidado físico e psicológico?!A professora Adriana diz que, no caso da deficiência física, o principal desafio é fazer com que eles não ultrapassem seus limites e causem lesões, pois são tão determinados quando gostam da aula que podem se empolgar demais.

A coordenadora pedagógica, Elizabete Dutra, do Projeto Inclusão Quintal Mágico Juiz de Fora, associação que trabalha com adultos com deficiência e no qual a professora Adriana ministra aulas voluntárias, comenta sobre os benefícios das aulas de dança para deficientes. Segunda Elizabete, depois que os alunos começaram as aulas de dança o estresse diminuiu, a concentração ficou melhor e eles ficaram mais tranquilos. "Com toda sua experiência didática, a Adriana soube lidar com as diferenças, valorizando em cada aluno o seu potencial. A dança passou a fazer parte da vida do aluno, trazendo alegria e bem estar. Fazendo eles se sentirem livres e conhecerem o próprio corpo", comenta a pedagoga.

Assista ao vídeo das aulas no Projeto:



Já Silvana comenta que sempre acreditou que o caminho do Davi seria em qualquer atividade física e sempre trabalhou com vários tipos na vida dele. Na dança, ela diz que o Davi é muito criativo e que a cada aula é importante para ele. Como exemplo, ela comenta que as aulas que ele tem feito no Pé Descalço Juiz de Fora estão sendo fundamentais para dar disciplina a ele.

A importância da dança na vida dessas pessoas


A dança para deficientes é tão encantadora quanto para nós. Mas acredito que para eles tem um peso maior de superar limites que talvez fossem improváveis a outros olhos. Não só o limite físico, mas também o social.

Eu conheci o Davi no meio da dança e não teve um dia que não o vi sorrindo dentro da escola ou nos bailes. Nos últimos tempos, nas aulas do Pé Descalço, o Davi se tornou parte de nós, sempre compartilhando a mesma energia. Ele está junto conosco em todos os treinos e com a mesma vontade de passar no exame, com o mesmo gás e animação. Não preciso nem dizer o quanto a dança com certeza é essencial na vida dele.

dança para deficientes
Dani comemorando sua aprovação no exame da escola Pé Descalço Juiz de Fora. Créditos: Nos Passos da Dança.


Adriana comenta que os benefícios da dança para deficientes são muitos, gradativos e visíveis tanto para o aluno, quanto para a família. Pois além de uma atividade física, também é uma forma de inclusão na sociedade, fazendo as pessoas entenderem que todos tem direito à dança.

As duas professoras destacam e corroboram o que eu observei, a dança ajuda na inclusão social. “A dança na vida do Davi é um local de muita autoconfiança e respeito. Na dança ele conseguiu se inteirar de forma muito positiva. A dança significou essa aceitação social além da sala de aula”, expõe Silvana.

E assim como Silvana mesmo me ensinou e relembrou na nossa conversa: a dança é uma forma de expressão e de comunicação poderosíssima. Ter consciência e dominar seu próprio corpo, tenha ele deficiência ou não, é sensacional. Por isso, a conclusão disso tudo é que DANÇAR NÃO TEM LIMITES E É, REALMENTE, PARA TODOS!

Davi Marques com todo sua doçura posando para as lentes do Nos Passos da Dança.


Festival de forró em Juiz de Fora: For All A Festa

O For All A Festa se consagra entre os festivais de forró como um evento diferenciado e realmente para todos.


Um Festival de forró em Juiz de Fora! Quem diria que um dia minha terrinha ia ser palco de um evento tão diferenciado e lindo. O For All A Festa, aconteceu em agosto e, nas mãos da organizadora Andrea Pereira (organizadora do Dança Terê) com participação na equipe de Weslley Moreira, Walace Santos, Ismar Serqueira, Mayra Gabriel, Faier Farias, Léo Moreno e Willian Agassis, se consagrou como um evento de extrema qualidade, que mostrou a todos a verdadeira cultura do forró

festival de forró em Juiz de Fora
Toda a galera reunida no baile de sábado. Créditos: Baila Mundo.


Confira o vídeo after movie que fizemos mostrando os melhores momentos do evento e trazendo pra vocês toda aquela energia boaaa que sentimos lá:



FESTIVAL DE FORRÓ EM JUIZ DE FORA – FOR ALL A FESTA

Com formato totalmente diferente do que temos presenciado (e mostrado aqui para vocês), o For All aconteceu no Green Hill, um dos melhores hotéis da cidade, e mesclou a divulgação do conhecimento técnico de dança (típico dos congressos de dança de salão), com os shows e a festa das bandas e da cultura do forró (que normalmente encontramos mais nos festivais de forró do sudeste que frequentamos). E essa era um dos objetivos do evento: “temos que unificar dança e música, eu acho muito importante”, comenta Andrea.

Para os workshops de forró, tivemos os melhores professores do Brasil, representando estilos de se dançar forró diferentes (vou falar mais abaixo sobre cada um deles). Os shows também foram diferenciados, com as melhores bandas do cenário de forró pé de serra: Trio Rapacuia, Nando Nogueira, Marcelo Mimoso, Conterrâneos, Trio Dona Zefa e Trio Nordestino, além das atrações locais, Trio Só Forró e o dj do evento, DJ Kalango.

festival de forró em Juiz de Fora
Os professores que ministraram workshops de forró no For All A Festa. Créditos: Baila Mundo.

Festival de forró em Juiz de Fora
Trio Nordestino no churrasco de domingo do For All A Festa. Créditos: Baila Mundo.
Festival de forró em Juiz de Fora
Mimoso e banda no baile de sábado do For All A Festa.

Festival de forró em Juiz de Fora
Trio Dona Zefa no baile de sábado a noite no For All A Festa.
Além da diversidade de atrações e do formato diferente, outra característica marcante do evento foi a infraestrutura e organização, que foi de extrema qualidade. A estrutura do local dos workshops, hospedagem, alimentação, o som, tudo feito para uma experiência realmente gostosa...assim como dançar forró.

FESTIVAL DE FORRÓ EM JUIZ DE FORA: VÁRIOS ESTILOS, RITMOS E PROPOSTAS


A proposta primária do evento era realmente mostrar que o forró é para todos: todos que gostam de dançar, todos que gostam de ouvir a música, todos que amam essa cultura nordestina! Através, principalmente dos workshops, o evento conseguiu mostrar como a cultura do forró é muito rica e diversificada. São vários estilos dentro do ritmo forró, várias formas de dançar, várias formas de ensinar. Cada workshop de forró vindo de um canto do país, professores com vivências distintas, metodologias diferentes e estilo próprio, simplesmente os melhores.

Como disse o próprio padrinho do evento, o objetivo do For All A Festa era que as pessoas “tivessem contato com diversas possibilidade de dançar forró”. E com certeza isso foi alcançado! Veja abaixo um pouco sobre cada workshop de forró:

GILBERTO PAIXÃO – FORRÓ NORDESTINO/PÉ DE SERRA/ROOTS


Com anos de experiência em forró, o professor Gilberto Paixão esteve presente no Festival de Forró em Juiz de Fora mostrando o seu estilo próprio, que tem base no forró tradicional, mas com uma mistura gostosa de elementos do forró nordestino (movimentos de quadril), as sacadas de pernas (hoje consideradas oriundas do estilo Itaúnas/roots, mas que veio muito do tango, como ele mesmo comenta) e movimentos de giros (oriundos principalmente do pé de serra).

Nos seus workshops, Paixão trabalhou muito os movimentos e posturas de base, além de giros no eixo e musicalidade. Veja a apresentação do professor e curta um pouco a energia da sua dança. Afinal, Gilberto transmite mesmo o seu famoso jargão “Quem dança, é mais feliz”.


MILENA E VALMIR - FORRÓ PÉ DESCALÇO


Nossa escolinha do coração não podia ficar de fora de um Festival de Forró em Juiz de Fora, né?!O Pé Descalço foi representado por Milena e Valmir, uns dos melhores dançarinos da escola. Apesar de ter pouco tempo de existência, se comparado à outras escolas e estilos, e por ser formado por professores bem mais jovens, se comparado aos das escolas tradicionais de dança de salão, o Pé Descalço hoje virou mais que uma escola de forró, é considerado um estilo de se dançar forró. 

O Pé Descalço é muito reconhecido pelos movimentos de braços, giros soltos e por dançar músicas extremamente rápidas. Mas o estilo tem várias outras características de dança que o tornaram mundialmente conhecido, como: mistura de movimentos de outros estilos (sobretudo a salsa, o samba e o zouk), conceitos de leveza, musicalidade e agilidade.

Vejam o improviso no final de uma das aulas do For All A Festa e entendam por que somos realmente apaixonados por esse estilo <3


DAIARA E JURUNA - FORRÓ ESTILO ITAÚNAS (ROOTS)


Um dos estilos mais procurados ultimamente: o estilo de Itaúnas, muitas vezes também chamado de roots, está super em alta. E o workshop dos pais dos estilo, Daiara Paraíso e Márcio Juruna era um dos mais esperados. E não é atoa, o forró de itaúnas/roots é realmente muito legal e divertido de dançar, além de ser extremamente desafiador (pra não dizer difícil rs).

O estilo de forró Itaúnas é tipicamente conhecido pelas jogadas e sacadas de pernas, que, diferente do samba, não são “tiradas” propriamente com a perna, mas sim com condução de tronco e braço. A agilidade nas pernas deles é surreal, principalmente em músicas rápidas. Eu e Ruan somos fãs demais do estilo e buscamos aprender para incrementar na nossa dança. E agora depois de conhecer esses dois, super humildes e de alta qualidade, viramos ainda mais fãs!

Olha que irado o improviso deles no Festival de Forró For All A Festa:


KUQUE  E MARCELA - FORRÓ ELETRÔNICO


Falando em virar fã....gente, para tudo! Eu fiquei simplesmente ENLOUQUECIDA DE ENCANTADA com esse casal, Kuque e Marcela. Além de lindos (ela então, nem se fala né?!), simpáticos, super didáticos e técnicos, eles me fizeram quebrar um preconceito que tinha sobre o estilo forró eletrônico. Apesar de nunca discriminar qualquer dança, eu achava simplesmente engraçado esse estilo de dançar forró, parecia mais zoação do que dança...mas QUEEE?!!! Haja técnica pra dançar que nem eles, tá?! Agora eu digo com todo orgulho do mundo que eu ADORO O FORRÓ ELETRÔNICO. Mas preciso muito aprender a dançar primeiro haha

Se tem uma característica marcante no forró eletrônico é, sem dúvida, a energia! Que ritmo gostoso e contagiante, não dá pra ficar parada e não tentar mexer o quadril haha O estilo, assim como vários todos, mistura alguns movimentos de outras danças, sobretudo a batchata, zouk e salsa. 

Segurem o queixo para ver o vídeo deles dançando no For All a Festa:


DAMYLA E MARCELO GRANJEIRO - FORRÓ DE GAFIEIRA E AÉREOS


Todo mundo diz que forró é uma dança super gostosa de se dançar, juntinho e coladinho, delicinha, né?! Pois é bem isso que os professores e padrinhos do evento For All A Festa, Damyla Maria e Marcelo Granjeiro, passam nas suas aulas. Que a curtir a DANÇA é o mais importante,  se deixar levar pela música e aproveitar as técnicas no momento certo.

De forma extremamente didática, eles mostraram como movimentos aparentemente básicos podem ser aproveitados de maneiras diversas, usando outros tempos, outro corpo e principalmente a musicalidade. Olha que delícia de ver os dois dançando juntos, que conexão! (Estou atrás da versão dessa música, quem souber me manda aí, pleeeease!).


Além disso, eles ministraram um dos workshops mais esperados do evento, o de passos aéreos. E levaram toda a didática, técnica e paciência para essa aula que foi simplesmente demais! Diferente do que muitos imaginam (e tentam), passos aéreos não é simplesmente jogar o outro pra cima e fazer piruetas (não, não é o mortal do Ruan!rs). Requer muita consciência corporal, do parceiro e dos movimentos que vão ser executados. Por isso, os exercícios do workshop foram voltados para trabalhar o corpo e prepará-lo para os movimentos aéreos no forró.

GLEDSON E LETICIA – MUSICALIDADE NO FORRÓ


Os professores da Cia da Terra, Gledson e Leticia, ministraram uma das aulas mais bacanas do evento, de um conceito que acho extremamente importante e no qual todos os professores deveriam focar sempre: MUSICALIDADE! Porque o que adianta fazer um monte de movimento tudo fora do ritmo, amigo?! Me ajuda aí, né?! E eles ajudaram e fizeram um workshop incrível explicando e trabalhando o conceito, com exercícios simples de teoria musical. Foi realmente muito interessante!

E veja aplicação da musicalidade na dança e vai me dizer que não é outra belezura de se ver!


Esse foi o For All A Festa! Espero que tenham conseguido sentir um pouco do gostinho do evento. E que tenham gostado e se animado, porque em 2018 tem mais!

Nos Passos da Dança: 1 ano de muita história, experiências e claro, muita dança


Ei pessoinhas dançantes,

Dei uma sumidinha daqui do site, né?!  Com essa vida corrida, acabamos focando muito no trabalho da nossa página no Facebook e no Instagram. Mas não esqueci desse espaço aqui não e já temos novos planos para o Nos Passos da Dança este ano \o

Mas o assunto hoje é muuuito maior que tudo isso: o projeto Nos Passos da Dança hoje faz 1 ANO DE VIDA! Uhuuul!!


Nos Passos da Dança


É aquele clichê de como passa rápido e a gente nem vê! Mas olhando toda a trajetória e lembrando do meu sonho de juntar minhas paixões – dança e comunicação –, hoje me sinto muito feliz e realizada com tudo que aconteceu e está acontecendo. Poder ajudar um pouquinho a promover a arte da dança é maravilhoso, mas muito desafiador. Só quem já mexeu o corpinho de alguma forma no ritmo da música sabe a sensação gostosa e libertadora que é dançar, seja o estilo que for, a música que for, sozinho ou acompanhado. E são esses sentimentos bons que a dança nos traz que eu busco mostrar e incentivar a cada dia essa arte e forma de expressão.

Hoje tenho muito a agradecer a todos que de todas as formas colaboraram para esse projeto dar certo. Aos professores de danças, dançarinos, alunos, amantes e admiradores dessa arte que me incentivam diariamente a continuar esse projeto. Obrigada a todos que estão ao meu redor diariamente ou pontualmente e me ajudaram de alguma forma: dando dicas, críticas, ideias e oportunidades! E muito obrigada aos 1837 seguidores do Facebook, 441 do Instagram, aos 4.318 visitantes do blog Nos Passos da Dança e a todos que já mandaram ao menos um pensamento positivo para tudo isso! <3

Nesse um ano, muita coisa aconteceu, minha visão mudou, se ampliou, eu cresci como blogueira, dançarina, professora (é! Agora eu também estou dando aula de dança rsrs), comunicadora e pessoa. Ampliei os horizontes, as parcerias, as ideias...ganhei um parceiro de dança, de vida e para o blog, o Ruan Senna, e com isso uma nova vertente para o projeto Nos Passos da Dança que são as produções audiovisuais. E agora estamos com mais caminhos a percorrer e muuuuitas ideias na cabeça!

Bom, para relembrar um poquinho de tudo de melhor que rolou Nos Passos da Dança nesses 365 dias, vou listar abaixo alguns dos projetos de mais repercussão: postagens daqui, do Facebook, cobertura de evento, vídeos, enfim, tudo de mais legal!

O sapato ideal para cada estilo de dança


Esse é o post mais acessado do blog até hoje. As dicas foram dadas numa entrevista com a professora de dança e proprietária de uma loja especializada em sapato de dança, a Carolina Granato. Eu sempre uso o link para dar dicas para as aluninhas que estão começando sobre qual tipo de sapato comprar!

Nos Passos da Dança


Um show de forró - Exame da vermelha Pé Descalço 2016


Taí outro post que bomba até hoje no Nos Passos da Dança. A cobertura que fiz, há um ano, sobre o exame da vermelha do Pé Descalço (minha escola de forró). Tem a explicação dos colares e muitos vídeos de forró legais. Vale a pena conferir! 
p.s: esse ano vai ter uma matéria super legal também sobre o evento de 2017. Aguardem!


Veja os outros vídeos no post, clicando aqui

6º Festival de forró Aldeia Velha – Um cantinho do paraíso


Essa foi a primeira cobertura de evento que fiz, ficou tão bonitinha e completa. Gerou muitos acessos e curtidores. Além de ter gerado também um namoro, um parceiro de dança, de vida e um novo integrante para o blog: foi nesse evento que eu e Ruan ficamos juntos! <3

Nos Passos da Dança


Cobertura audiovisual de eventos


Com a entrada do Ruan no blog e com sua experiência e criativo em produções audiovisuais, adquirimos também a Cacá (nossa câmera semiprofissional de foto e vídeo). Com isso, começamos a fazer a cobertura audiovisual dos eventos que participamos. Além de começar a oferecer o serviço de cobertura de eventos com produção de vídeos de divulgação do evento e cobertura ao vivo. Já foram eventos de forró de todos os porte e eventos de dança de salão. Abaixo o último que fizemos:


Compilei todos os nossos trabalhos numa playlist. Confiram clicando aqui.

Como dançar a dois – Dicas do que não fazer na dança em casal


Essa polêmica, que começou nesse post no Facebook do Nos Passos da Dança, foi bem interessante. Perguntei para os seguidores o que os incomodavam quando estavam dançando a dois, com as respostas e discussões criei um post com dias do que não fazer. Confira clicando aqui.

Nos Passos da Dança


TOP 5 dos vídeos mais vistos no Facebook do Nos Passos da Dança


Vídeo da apresentação dos professores do Pé Descalço em Juiz de Fora. Veja a publicação do Face aqui.



Dança do festival Pizêro Carioca do Eric Estrela e da chilena Pia. 

Veja a publicação do Face aqui.


Apresentação do professor de forró roots Hugo Silva e sua parceira Aline Souza. Veja a publicação do Face aqui.




Variações do movimento xique-xique de forró com os professores Felipe Júlio e Clarissa Vieira. Veja a publicação do Facebook aqui.




Manequim Challenge do Pé Descalço JF . Veja a publicação no Facebook aqui.




Além desses, tivemos também três matérias no blog com uma repercussão muito legal:



Matérias do Dia dos Namorados  com casais da dança: a primeira e a segunda.



É claro que teve muito mais coisas legais e a vontade é colocar tudo aqui! Rs Mas quem quiser lembrar mais é só dar aquela navegada pelo Facebook, Instagram e Youtube do Nos Passos da Dança.

Espero que essa compilação tenha dado um gostinho de como foi esse ano, as coisas boas que rolaram e também criar a expectativa das coisas boas que com certeza estão por vir nos próximos anos, se Deus quiser. Obrigada mais uma vez a todos que nos acompanham e torcem pela gente!

Hoje estamos em viagem para o Exame do Pé Descalço em BH, nos sigam no Instagram (@nos_passos_da_dança) para acompanhar tudo que vai rolar nesse dia. E claro que vamos comemorar da melhor maneira...dançando muuuito!

Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora: promovendo o forró e a música nordestina


Com influências nordestinas e indo muito além do forró, a banda comemora 10 anos de história com muita alegria e animação


Como vocês devem ter visto na página do Nos Passos da Dança no Facebook, essa semana rolou uma parceria do blog com a banda petropolitana Tribo de Gonzaga, que tocou aqui em Juiz de Fora neste sábado, dia 16, no Cultural Bar. Eu vesti a camisa para poder divulgar o show desse grupo que eu já sabia que fazia um trabalho super bacana e aproveitei para seguir um dos objetivos do blog: fomentar e estimular cada vez mais a dança e os eventos de dança na cidade.

Com essa parceria, para divulgar o evento e promover o forró em Juiz de Fora, fizemos uma promoção pelo Facebook sorteando 2 ingressos para o show, veja o resultado aqui. Também tive a oportunidade de conhecer melhor a banda e seu trabalho. E já adianto que foi super gostoso o bate-papo que tivemos no pós-show. São todos muito receptivos, carinhosos, abertos e bem “gente como a gente”. A mesma alegria e energia do palco é também as que emanam fora dele. Então confere abaixo como foi incrível tudo isso...


Forró do Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora
Entrevista do Nos Passos da Dança com a banda Tribo de Gonzaga: muita receptividade, alegria e um bate-papo super gostoso. Créditos: Mariana Kreischer/Foto divulgação Tribo de Gonzaga.

Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora: promovendo o forró e a música nordestina na cidade


Quem gosta de sair pra dançar um forrozinho, sabe que em Juiz de Fora ainda somos muito carentes de eventos de forró. Por isso, todos do meio do forró e da dança marcaram presença neste evento, estavam todos lá dançando muito e curtindo a noite que teve uma energia maravilhosa. 

O show da Tribo de Gonzaga foi mesmo incrível, intenso e empolgante. A apresentação e presença de palco deles é um verdadeiro show de música e arte. Toda a decoração, o posicionamento da banda e a forma organizada como cada integrante se expressa em seu momento único ou em conjunto é muito harmoniosa e gostoso de ver e ouvir.

Forró da Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora
Show da banda Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora. Créditos: Cultural Bar.

Apesar de ser um show muito divulgado como forró e atrair muitos forrozeiros, a Tribo é diferente. Primeiro porque não é uma banda típica de forró em termos de formação tradicional de trio, com zabumba, triângulo e sanfona, mas eles conseguem fazer o som bem forrozeado e nordestino, com zabumba, triangulo, baixo, teclado, percussão e flauta, como no show de ontem.

Tribo de Gonzaga forró Juiz de Fora
Da esquerda para a direita: Gabriel Tauk, baixo e voz, Fernando Madá, zabumba e voz, Guido Martini, violão e voz e Toni Madalena, triângulo e voz. Créditos: foto divulgação Tribo de Gonzaga.

A Tribo é diferente também porque apesar do forró ser muito associado à dança, eles não cantam sempre músicas no estilo de forró marcado, só para dançar, é bem livre, para qualquer um dançar, seja a dois, sozinho ou com os amigos. Mesmo quem não dança acaba entrando no clima e se divertindo. E foi o que aconteceu no show de sábado, a galera se animou tanto no momento em que eles tocavam Asa Branca, uma das músicas mais clássicas e famosas de Luiz Gonzaga, que fizeram uma quadrilha super animada, veja no vídeo abaixo que energia contagiante.


Na conversa que tive com a banda, eles me disseram que apesar de terem originado tocando muito do grande mestre Luiz Gonzaga, possuem outras influências da música nordestina como Zé Ramalho, Alceu Valença, Geral de Azevedo. E muita influência da MPB, como Chico Buarque, Edu Lobo, Milton Nascimento, e também internacional como Beatles e Pink Floyd. 

Por irem muito além do forró, é possível observar, principalmente nos trabalhos autorais - conheça as músicas da banda no SoundCloud da Tribo-, que eles construíram um estilo muito próprio, muito rico e completo, “mesclando a música nordestina com as questões e estéticas do nosso tempo”, como eles mesmos expressam. Perguntei ao grupo como definiriam então o estilo da banda Tribo de Gonzaga e claro que, como definição é algo que limita, eles não conseguiram e nem quiseram fazer isto, mas algumas definições que surgiram na discussão e dariam para uma possível conclusão do assunto foram:

 “Fazemos música brasileira de influência de raiz nordestina, sem estereotipar como forró” – Mariana Kreischer, produtora da banda
“A Tribo de Gonzaga é MPB, Mistura Popular Brasileira.” – Guido Martini, violão e voz
“Forró suldestino.” - Gabriel Tauk, baixo e voz 

Veja um pouquinho da música Venha ver o sol, de autoria da Tribo:

Apesar do estilo próprio, por carregarem o nome do Rei do Baião, perguntei como fazem para manter a influência de Gonzaga no trabalho deles e até mesmo justificar o nome da banda. A resposta foi muito simples e natural, segundo eles, mesmo pegando outras influências e criando um estilo próprio, procuram sempre permanecer com a essência da origem do grupo, colocando um pouco da batida nordestina e do forró nas suas músicas e nas que interpretam.


10 anos de música, dança e poesia


Em 2016 a Tribo de Gonzaga completa 10 anos de história. O quarteto da linha de frente é o mesmo do início. A Tribo começou tocando para crianças, fazendo apresentações musicais infantis e contação de histórias, mas sempre com a batida bem nordestina e forrozeada. Depois disso, começaram a se apresentar como banda em bailes e eventos onde predominava no set list o forró, principalmente Luiz Gonzaga, por isso o nome da banda.

Nesses anos, o grupo construiu sua própria história e estilo. São hoje completamente independentes, tendo a sua própria empresa de produção e o seu próprio estúdio de gravação com equipamentos de som e luz. Para comemorar os 10 anos de banda pretendem ainda esse ano gravar seu 4º disco. Sorte a nossa que vamos ter então muita coisa boa para continuar nos deliciando!

Forró da Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora
Banda Tribo de Gonzaga com a produtora do grupo, Mariana Kreischer e assessoria em Juiz de Fora, Natália Almeida. Créditos: Cultural Bar.
Bom, como vocês viram, foi uma noite emocionante, intensa e cheia de alegria, música e dança. Queria agradecer a todos da Tribo de Gonzaga, pela parceria e por terem me recebido com o coração aberto, vocês são mesmo incríveis e merecem de volta toda energia e alegria que passam pra gente. Obrigada também à Natália Almeida, assessora da banda em Juiz de Fora, pelo trabalho em conjunto. Vamos cada vez mais fomentar e promover a dança, a música e a arte na nossa cidade!