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Dicas de viagem: Itaúnas além do forró


Dicas de como ir, onde comer, onde ficar e preços em Dunas de Itaúnas


Não dá pra viver só de forró, infelizmente. Sei que alguns até gostariam, mas tem que comer, dormir e curtir outras coisas também ás vezes, né?! E fiz esse post exatamente para mostrar as outras belezuras de Dunas de Itaúnas, além do forró.

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Nascer do sol em Dunas de Itaúnas. Créditos: Aguenor Timoteu.
No outro post que fiz sobre Dunas de Itaúnas - a capital do forró pé-de-serra, falei mais da cidade em relação ao forró, à música e à dança. Já este post de hoje será mais sobre a viagem, a estrutura da cidade pra receber os turistas, dicas de como ir, onde comer, onde ficar e claro, o preço de tudo.


UM POUQUINHO DE HISTÓRIA


A história de Dunas de Itaúnas está intrinsecamente ligada ao seu nome. Segundo o blog do Ministério do Turismo, as dunas escondem a antiga cidade que entre os anos 50 e 70 foi soterrada. Com isso, a vila foi transferida para o outro lado do rio Itaúnas, onde está atualmente. Hoje em dia, a antiga cidade soterrada, ou melhor, partes dela, virou atração turística. Você pode fazer trilha ou um passeio de jipe e ver algumas partes onde a antiga cidade existia.

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Praia de Dunas de Itaúnas. Créditos:Tadeu Bianconi.

DICAS DE COMO CHEGAR


Como já disse no outro post, eu fui com uma “excursão” meio informal. Uns amigos organizaram tudo, alugaram uma casa e um micro-ônibus, juntaram a galera e foram. Os organizadores já tinham contatos em Itaúnas e também tiveram desconto no busão, por isso, nossa viagem ficou em R$475 por pessoa, com transporte e casa (sim, extremamente barato, né?!). Mas foi tudo bem simples, alguns dormindo em colchões no chão da sala, na varanda, na cozinha, outros até acamparam e por aí. Mas foi super gostoso mesmo assim. Ô turma boa!

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Busão da excursão para Dunas de Itaúnas, Réveillon 2015.
Existem muitas excursões saindo de BH que fazem o pacote com transporte + hospedagem e alguns até com refeições, também a preços bem acessíveis. Vi uns pacotes para esse Réveillon de 2016 a partir de R$900. São normalmente organizadas por pessoas que também amam a cidade e o forró e já vão para Itaúnas há anos. Então acho confiável e legal ir com uma turma assim.


Para quem quer ir por conta


Quem quer ir por conta tem mais 3 opções:

Carro - bom, se for sair de São Paulo, Minas ou Rio de Janeiro, acredito que qualquer viagem vai ser um pouco mais demorada e cansativa. De BH a Itaúnas são em média 650km. Então prepare-se bem e, se possível, vá com dois motoristas ou parando para descansar. A estrada de Conceição da Barra para Itaúnas é bem chatinha, de terra, pedras e muito quente. Esse finalzinho da viagem é brabo, mas vai valer a pena, lembre-se disso!

Ônibus - para quem vai de busão dá pra fazer o trajeto Vitória - Conceição da Barra – Itaúnas. Esse percurso dá em média 271km. A viação Águia Branca faz a linha Vitória x Conceição da Barra e a Mar Aberto (Tel.: 27 3762-2093), Conceição da Barra x Itaúnas. Passagens em torno de R$60 a R$70 reais de Vitória x Conceição. Já pra Itaúnas tem ônibus ou van, em torno de R$7

Avião – na verdade essa opção é até Vitória, depois tem que ir de busão mesmo até Dunas. Aí o preço do voo varia de acordo com o local de origem.


HOSPEDAGEM 


Na minha viagem, alugamos uma casa e foi super de boa. Têm várias casas que alugam para temporada, mas o pessoal de lá não é muito comercial, não divulgam muito, acaba que fica tudo na informalidade. Se optar por alugar casa, acho que vale procurar em grupos do Facebook, que deve ter mais indicações.

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Nossa casinha em Dunas de Itaúnas.
A cidade tem também opções de pousadas, suítes, chalés e campings. Tem de diversos estilos e preços. Mas de forma geral, os preços são bem acessíveis e mais baratos que outros lugares turístico. Veja no final deste post alguns sites com contatos de hospedagens.


AS BELEZAS NATURAIS 


O Parque Estadual de Itaúnas hoje é responsável por garantir a preservação do diversos ecossistemas da região (manguezal, dunas, restingas, Mata Atlântica e alagados), além das praias. Lá também tem o Projeto Tamar, que cuida da preservação de tartarugas marinhas.

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Projeto Tamar em Dunas do Itaúnas. Créditos: Paulo Jares.

As dunas são mesmo gigantes, em altura e extensão. É bonito de ver aquele montão de areia a perder de vista, com o mar verdinho atrás. A praia tem alguns quiosques servindo comida e bebida, com cadeiras e sombrinhas. Não vi muitos ambulantes. O ambiente é tranquilo e gosto. A água do mar é quentinha e, na época que eu fui, achei o mar meio forte. No geral, na minha opinião, avalio como uma praia de média pra boa. Mas pra relaxar com os amigos, curtir o visual e se refrescar fica bom demais.

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Praia em Dunas de Itaúnas.
Agora sabe o que eu mais me encantei das belezas naturais? O rio Itaúnas. É uma delícia! Apesar da água negra que se vê ao longe, de perto é cristalina, super refrescante e tranquila. Na maioria dos dias eu fiquei me banhando pelo rio mesmo, nem chegava a ir a praia. Além de ficar de boa no rio, você também pode alugar caiaque ou stand up para passear.

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Rio Itaúnas em Dunas de Itaúnas. Créditos: Jéssica Couri.

RESTAURANTES 


Assim como a hospedagem, tem restaurante para todos os gostos e bolsos. Desde uns mais chiquezinhos (é “zinho” porque não é muito a vibe de lá lugares muito refinados!), outros mais simples, mais rústicos, porém, bons também. Tem self-service e também PF. Eu, por exemplo, comi num PF que era R$15 e num outro que era R$20. Mas um dia fui num bistrô para comer um peixe grelhado com ervas e batata com cream cheese (que tava uma delícia de bom!) e paguei em torno de R$40. 

Também tem muita lanchonete (que funcionam até de madrugada. Eu achei isso demais!). Tem uma tapiocaria lá muito boa, com vários sabores de tapioca salgadas e doces, deliciosas e bem fartas por R$12. Também tem bastante lugar vendendo açaí, creme de papaya, sorvete. Tudo baratinho. Eu me esbaldei, pois adoro essas coisas! 

Uma dica importante: leve dinheiro vivo, pois a maioria dos lugares não aceitam cartão e lá não tem caixa eletrônico, só em Conceição da Barra. 

De forma geral, se comparada às outras cidades turísticas, não podemos dizer que Itaúnas tem uma ótima estrutura turística. Mas acho que isso tem muito a ver com o estilo da cidade e dos turistas que ela recebe. O pessoal que vai pra lá, que é da cena do forró e do reggae, são pessoas muito simples, que não se preocupam tanto com luxo, sofisticação ou muito conforto. A maioria quer mesmo curtir a natureza, a música, a dança e pra isso, o que Itaúnas oferece tá bom demais. 

Eu me senti super a vontade na cidade, tinha tudo que eu gostava e não precisaria de mais nada. Só usei roupinhas leves e simples, nada de maquiagem, biju ou arrumar cabelo, ninguém liga pra isso, o importante é curtir o lugar e, claro, dançar forró! 

Sites de referência para pesquisar mais sobre a viagem pra Itaúnas




Dunas de Itaúnas: a capital do forró pé de serra

Viagem, natureza e forró: tudo junto e misturado em Dunas de Itaúnas


Quem me conhece sabe que duas das minhas principais paixões na vida são: dança e viagem. Portanto, unir essas duas coisas é simplesmente SEN-SA-CI-O-NAL! E foi o que eu consegui no meu Réveillon: viajei mais de 20 horas até Dunas de Itaúnas, a capital do forró pé-de-serra. E valeu a pena demais, confere só!
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Forró na praia de Dunas de Itaúnas.Créditos: Ramon Lino.
Itaúnas ou Dunas de Itaúnas é uma pequena vila ao norte do Espírito Santo, quase divisa com a Bahia e pertence ao município de Conceição da Barra, ficando a 25 km deste e a 270 km de Vitória, capital do estado.

Demorei tanto na viagem, pois fui numa excursão que saía de Barbacena e passava em Belo Horizonte para pegar mais pessoas e de lá até Itaúnas. Como sou de Juiz de Fora, ainda tive mais esse trecho para percorrer até pegar o ônibus. A excursão era de pessoas que, assim como eu, ou talvez até mais, são loucas pela dança e, principalmente, pelo forró. Formamos no final uma turma boa de 26 pessoas de diferentes lugares, idades e experiências de dança. E essa troca foi realmente incrível, nos divertimos muito e só por essa turma já valeria a viagem toda. (Fica aqui meu agradecimento e homenagem à turma do Forró da Linguiça ou do Kuduro, como preferirem! rsrs).
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Excursão para Réveillon em Dunas de Itaúnas, 2015. Créditos: Lili Melo.

A viagem foi bem demorada e cansativa, mas...quem disse que chegar ao paraíso seria fácil? Todo o perrengue compensa quando você chega a Itaúnas e escuta o tilintar de um triângulo ou o choro de uma sanfona.

A cidade é daquelas típicas de interior, porém no litoral. Poucas e estreitas ruas de chão de terra, casinhas pequenas e simples, uma praça, uma igreja, um rio e, separando a vila da praia, as famosas dunas de até 30 metros de altura. O mar é, assim como qualquer mar do mundo, lindo de se ver, com aquela água quentinha típica de quem vai subindo pro nordeste do Brasil.
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Praia de Dunas de Itaúnas.Créditos: Jéssica Couri.

Na cidade, além dos nativos, que são pessoas super simples e trabalhadoras, que te atendem com muita boa vontade, você encontra um monte de forrozeiro de tudo quanto é canto do Brasil e do mundo (sim, de todo lugar do mundo pra dançar forró: Polônia, Alemanha, Suíça, França, Itália, EUA, Japão; são os que eu conheci ou ouvi falar enquanto estive lá).

A rotina então é essa: acorda (quando se dorme) e desde manhã já tem forró, seja na padaria ou em casa; você vai pra praia e tá tocando forró; na beira do rio, na praça, ta tocando forró, a cidade realmente vive e respira o forró dia e noite. E onde se reúne duas ou três pessoas com triângulo, sanfona e zabumba, envolta estarão pelo menos mais duas dançando um forró.
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Forrozeiros em Dunas de Itaúnas. Réveillon 2015. Créditos: Aguenor Timoteu.
                               
Esse intercâmbio de experiências, conhecimentos, passos, suor, sorrisos e cultura é o que vale a pena numa viagem e também na dança. E foi assim que Itaúnas virou a capital do forró pé-de-serra. De acordo com minha pesquisa, na década de 80 algumas pessoas começaram a viajar pra Itaúnas pra curtir as belezas naturais e descobriram que os nativos faziam um forró bacana. Com isso, os turistas - principalmente os paulistas - que gostavam de forró e também de um lugar tranquilo com praia, começaram viajar sempre pra Itaúnas e a assim levar mais forrozeiros, disseminando o movimento do forró pé-de-serra de Itaúnas.

Hoje, além de receber turistas do Brasil e do mundo todo, Itaúnas realiza o FENFIT - Festival Nacional de Forró de Itaúnas, desde 2001, que acontece todo ano em julho. O Festival foi e continua sendo palco para a revelação de grupos como Chama Chuva, Falamansa, Rastapé, Trio Virgulino, Trio Nordestino, Trio Juazeiro, Trio Sabiá e muitos outros grandes artistas da cena do forró pé-de-serra.

LOCAIS ESPECÍFICOS PARA DANÇAR EM ITAÚNAS


Bom, como já perceberam, em Itaúnas você pode dançar em qualquer lugar, mas tem alguns lugares principais que os forrozeiros reúnem para tocar e dançar forró:

A Padaria – famosa por reunir a galera durante o dia para tocar e dançar forró. Qualquer um que souber tocar algo pode ir pro meio da padaria (que na verdade é tipo um bar) e começar a tocar. Logo a galera vai se reunindo em volta, dançando, bebendo e se divertindo muito.
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A famosa padaria de Itaúnas. Forrozeiros o dia inteiro tocando e dançando forró.
Crédito: Jéssica Couri.
Café Brasil – é um espaço para shows que normalmente tem as matinês de forró. Na época que eu fui começava às 17h. Alguns dias tinham aulas de forró e mais tarde vários shows bacanas que iam até às 23h mais ou menos. Era tipo o refúgio quando o som da padaria acabava e um esquenta para os shows da noite.
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Bar e espaço para show Café Brasil em Dunas do Itaúnas. Créditos: Jéssica Couri,
Buraco do Tatu – é uma das duas principais casas de shows de Itaúnas. É um espaço bem grande para apresentações. Eles promovem shows muito bons e fica sempre aquela disputa entre Buraco do Tatu e Bar do Forró, qual vai ser essa noite?! rs
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Buraco do Tatu, casa de shows em Dunas do Itaúnas. Créditos: Jéssica Couri,
O Bar Forró – É a outra casa de show de Itaúnas. Criado em 1989 eles faziam os bailes de forró de antigamente. Tem uma estrutura bem bacana, mais moderna e estilo mais balada mesmo. Eu achei bem melhor o clima de lá e também o chão. Os shows também estavam melhores e eu curti lá quase todos os dias que fiquei em Itaúnas.

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O Bar do Forró, casa de show de Dunas do Itaúnas. Créditos: Jéssica Couri.

OS SHOWS


Falando em shows, nem precisa dizer que a programação do Reveillon estava demais. É em Itaúnas que você vai ver os melhores shows de forró pé-de-serra. Para eu e meus amigos que somos de Juiz de Fora e, infelizmente, não temos muitos shows por aqui, os daquela semana foram sensacionais. Teve show do Chama Chuva, Dona Zefa, Mestrinho, Mariana Melo, Severo Gomes, Trio Virgulino, Trio Nordestino, Trio Juazeiro e muitos outros sensacionais.       

                                      

INGRESSOS


Muitos disseram que os ingressos no dia e na hora iam ficar caros e era melhor comprar com antecedência para garantir. Bom, se você já conhece os lugares e os shows e quiser se programar, melhor comprar antes sim. Eu deixei pra comprar todos no dia e paguei entre R$20 e R$50 (o mais caro foi no dia 31/12). Achei justo pelos shows, pelo local e pela época.

Além do forró, Itaúnas também tem a estrutura turística, diferentes tipos de hospedagem, restaurantes, artesanato e passeios. Mas para não estender mais esse post, fiz outro falando mais da viagem em si, com dicas de como ir, lugar pra ficar, comer e também o preço de tudo isso. Veja aqui as dicas de viagem para Itaúnas.

O saldo final da viagem foi: muito forró, muitos novos amigos, muito conhecimento, muitas experiências diferentes de dança, muita saudade e muita vontade de voltar já! Quem adora um forró e um lugar “de boa” vá conhecer essa vila, você vai dançar até o pé doer e não poder mais, e ainda assim vai continuar dançando!


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Foto linda que representa o amor das pessoas que vão em Itaúnas pelo forró.
Os pézinhos são da Izabelle Ferreira do blog Do Inferno ao Céu.
Créditos: Adriane Dornellas.

6º Festival de Forró de Aldeia Velha – Um cantinho do paraíso

Saiba como foi 6ª edição do Festival de Forró de Aldeia Velha, a estrutura do evento, os shows, preços e um pouquinho de como é aquele paraíso. 


Olá forrozeiros e amantes da dança, só agora consegui parar e descansar para escrever sobre a viagem do feriado e o 6º Festival de Forró de Aldeia Velha. Afinal, foram 4 dias intensos de muito forró, deu pra cansar! Mas vamos lá para vocês saberem como foi essa viagem maravilhosa!

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6º Festival de Forró de Aldeia Velha. Créditos: Geziel Campos Moska.

TRANSPORTE


Fiz uma divulgação intensa do Festival aqui em Juiz de Fora e com isso consegui levar 4 carros com 13 pessoas para Aldeia Velha. Teve até gente vinda lá do Espírito Santo pra ir com a gente. (Esses meus amigos forrozeiros são animados mesmo!rs). Saímos de Juiz de Fora às 7h30, pegamos a BR040 passando por Matias Barbosa, Três Rios, Petrópolis, Magé e depois pegamos a BR101 sentido Rio Bonito, seguimos no sentido Casimiro de Abreu, mas a cidade é antes, você pega uma estrada de terra até Aldeia Velha. São 5 pedágios, dá em média R$50. Apesar de ser fim de semana de feriado, a estrada estava tranquila e não pegamos trânsito muito intenso e nem engarrafamento, chegamos lá tranquilamente às 11h.

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Galera de Juiz de Fora companheira de viagem para o Festival de Forró de Aldeia Velha.

HOSPEDAGEM


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Camping do 6º Festival de Forró de Aldeia Velha. Créditos: Geziel Campos Moska.
Algumas pessoas desse grupo preferiram ficar em pousadas no centro da cidade. Eu e mais 6 amigos acampamos. O camping era em frente ao local do Festival, o que foi ótimo para locomoção e conforto. O camping era bem arrumado, bem iluminado e perto de um riacho – que no verão deve ser uma delícia acordar e já se refrescar, mas no frio que estava, o bom mesmo era só dormir com o barulho da água. Ao lado do camping tinha o estacionamento

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Camping perto do riacho no Festival de Forró de Aldeia Velha. Créditos: Geziel Campos Moska.

Os chuveiros e banheiros (esse é um ponto que todo mundo que acampa sempre quer saber) ficavam em frente ao camping, no local dos shows. O banheiro era móvel, separado os de homens e mulheres e com limpeza 24 horas, sempre tinha papel, achei tranquilo. Os chuveiros também eram separados de homem e mulheres, porém eram frios. Só tinha um chuveiro quente para todo mundo. O que gerou fila e demora nos horários de pico. Mas eu deixava as minhas coisas na fila e ficava dançando enquanto não chegava a minha vez, não deixava de curtir nenhum momento haha.

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Banheiro móvel no 6º Festival de Forró de Aldeia Velha. Créditos: Geziel Campos Moska.

A ESTRUTURA DO EVENTO 


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6º Festival de Forró de Aldeia Velha. Créditos: Geziel Campos Moska.

A estrutura do evento estava bem completa e organizada. A pista de dança tinha um piso bom (eu sou muito chata com isso, não consigo dançar em qualquer lugar haha), a estrutura do som para os shows também foi bacana. Apesar de ter achado esses espaços pequenos, deu pra caber todo mundo dançando agarradinho rs.

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Festival de Forró de Aldeia Velha. Créditos: Geziel Campos Moska.

Tinha bastante opções de comidas e bebidas. Tudo num preço bem acessível. O que eu achei incrível é que a lanchonete própria do Festival servia comida praticamente 24 horas por dia, café da manhã, almoço e jantar self-service com churrasco, tudo bem gostoso e barato. Além disso, tinha também local com fogão e utensílios para fazer a própria comida.

Em conversa com Josemar Cunha, organizador do Festival de Forró de Aldeia Velha, a estrutura da sexta edição superou a dos outros anos, pois ele colocou mais pessoas para trabalhar durante o evento, dobrou o número de banheiros e caprichou na alimentação. “Tive muitos pontos de acerto, recebi muitos elogios pela organização, alimentação e a simpatia da galera que estava trabalhando comigo. Estou bem feliz com o resultado.”, comenta ele. Ainda segundo o organizador, o evento teve uma média de 600 pessoas no primeiro dia, 900 no segundo e mais de 1000 no terceiro. 

OS SHOWS


Um dos pontos mais importantes num festival de forró são os shows. Eu gostei bastante da programação, foram muitos shows de qualidade. Tiveram os que eu sabia que seriam ótimos e atingiram a expectativa, como Coisa de Zé, Trio Forrozão, Trio Bastião, Severo Gomes (sempre sensacional!) e Trio Dona Zefa, que fechou o Festival no domingo de manhã e foi uma delícia. Mas foi bacana também para conhecermos melhor alguns sons novos de forró de bandas menores e menos conhecidas aqui na nossa região.

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Show do Severo Gomes no 6º Festival de Forró de Aldeia Velha. Créditos: Geziel Campos Moska.

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Forrozeiros no Festival de Forró de Aldeia Velha. Créditos: Geziel Campos Moska.

ALDEIA VELHA – UM CANTINHO DO PARAÍSO


Além dos shows e da dança, o que também agrega muito nesses festivais é o local do evento. E Aldeia Velha é uma cidade maravilhosa. Pequena, simples, com muita natureza, cachoeiras lindas, além das pessoas da cidade serem muito simpáticas e acolhedoras. Apesar de estar um pouco frio, deu pra aproveitar bastante as cachoeiras.

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Eu e minha galera curtindo as cachoeiras de Aldeia Velha.
Aldeia já é uma cidade turística, pelas características citadas acima sempre atrai muita gente para curtir a natureza, mas o Festival de Forró de Aldeia Velha ajuda muito também no turismo da cidade, na parte de hospedagem, restaurantes, passeios turísticos e o comércio local de forma geral. O morador da cidade, Ruan Senna, diz que a cidade precisa muito desse tipo de evento. Segundo ele, todos ficam na expectativa e preparação para os dias do Festival, para receberem os turistas. “Um evento desse porte, que traz mais de 1000 pessoas pra cidade num só final de semana, ajuda muito a movimentar a cidade e o turismo daqui. Também ajuda a longo prazo, pois as pessoas conhecem Aldeia e voltam pra curtir mais a cidade em outras épocas”, diz ele.

O QUE ELES ACHARAM DO FESTIVAL?


Como fui com uma galera e também conheci bastante gente lá, resolvi fazer um espaço para elas darem seus depoimentos sobre o que acharam do 6º Festival de Forró de Aldeia Velha. Acho bacana para vocês lerem também opiniões diferentes da minha. 


festival de forró aldeia velha “Tenho que parabenizar o organizador do Festival pela iniciativa e pela organização do evento. A programação musical foi muito boa, desde bandas mais novas e comerciais, para iniciantes do forró e pessoas das cidades perto conhecerem o evento, como as bandas mais clássicas e antigas, para os amantes antigos do forró. Achei o evento bem barato, mas acho que no próximo poderia aumentar o preço do ingresso para investir mais em infraestrutura de banheiros, chuveiros etc.”

Wagner Vidal, 34 anos, forrozeiros há 16 anos, já foi em muitos festivais de forró.



festival de forró aldeia velha“Achei a viagem pra Aldeia Velha maravilhosa e inesquecível. Foi minha primeira experiência em um festival de forró e foi muito válida. Foi melhor eu ter ido primeiro nesse festival do que ir direto para Itaúnas, que é meu sonho de consumo, para eu ver como que é, sentir mesmo a troca de experiência de dança, os shows, para me preparar mesmo. Foi muito boa a companhia da galera que fomos e também que conhecemos lá.”

Aline Lisboa, 29 anos, curte forró desde os 13 anos, é louca para ir pra Itaúnas e foi seu primeiro festival.



festival de forró aldeia velha “Só de viajar com um grupo de amigos animados, para um lugar bonito, que deu para aproveitar as cachoeiras, apesar do frio e da rotina pesada e cansativa, fazíamos tudo junto, compartilhando mesmo esses momentos, foi muito bacana. A forma como nos receberam também foi muito legal. O que eu acho que pode melhorar é a mistura dos estilos de forró. O evento é bem voltado para o forró de raiz, pro roots, mas podia ter outros estilos também, pelo menos durante o dia. A gente pediu para o DJ algumas músicas e ele disse que não tocava aquele estilo. Acho que é bacana mesclar isso para atrair públicos variados.”

Abraão Calderano, 26 anos, começou a curtir forró há pouco tempo e foi seu primeiro festival.



festival de forró aldeia velha
“O evento foi muito bom, a ideia inicial pra esse ano eram 5 bandas e acabaram sendo 15. Um dos pontos altos foi ter cozinha com fogão e louça que podiam ser usados por todos. Outro ponto bem legal e que foge do padrão dos festivais é a possibilidade de poder entrar e sair à vontade do evento. O espaço para dançar em frente ao palco ficou pequeno nos últimos dias. Considerando o valor do ingresso, as bandas escolhidas foram boas, porém acredito que ficou muito concentrado em bandas do Rio, o que acaba levando um público menor da região pra lá, já que o pessoal já tem acesso a esses trios sem precisarem viajar.”

Carlos Eduardo, 36 anos, 16 anos de forró e muita experiência de dança.


Bom, não precisa nem dizer que o saldo foi muito positivo, né?! Viagem e dança são duas paixões que eu tenho e quando consigo juntá-las é certeza de alegria e momentos inesquecíveis. Agora é descansar para a Fenfit 2016. E logo logo tem post no blog sobre aquele outro paraíso que é Itaúnas, fiquem de olho!

Tipos de danças de salão [2]: forró e samba de gafieira

Conheça um pouco mais dos principais tipos de danças de salão ensinados nas escolas de dança de Juiz de Fora


Esse post é uma continuação do post Tipos de danças de salão 1: valsa, bolero e soltinho, no qual comecei a falar um pouco sobre a história da dança de salão e as principais danças de salão ensinadas nas escolas de dança de Juiz de Fora. Uma forma de iniciar o assunto, mesmo que de forma mais superficial e mostrar um pouco do que é ensinado aqui na terrinha.

tipos de danças de salão juiz de fora
O samba de gafieira é um dos principais tipos de danças de salão.Créditos: foto de Moa Sitibaldi para a revista 29 Horas 
dos professores Guilherme Rienzo e Ana de Mag da Tangará Cia de Dança.


PRINCIPAIS TIPOS DE DANÇAS DE SALÃO PRATICADOS NAS ESCOLAS DE DANÇA DE JUIZ DE FORA


Hoje vou falar de mais dois tipos de danças de salão geralmente ensinados nas escolas, ou em aulas de forma separada ou junto com outras danças em aulas nomeadas de “dança de salão”.

FORRÓ


O forró é uma dança típica do nordeste do Brasil, surgiu da mistura de danças locais, como a dos índios e escravos, mas também com influências estrangeiras de colonizadores portugueses, holandeses e outros. Não é uma dança que nasceu como dança de salão, é muito mais praticada na rua, em quadrilhas e festas populares. Mas por se dançar a dois, foi incorporada nas dança de salão, principalmente quando começou a ser mais conhecida no sudeste.

O forró é muito dançado nas quadrilhas e festa de São João. Além da dança, o forró é também um estilo musical que tem muitas variações. As principais variações do forró têm muito a ver com os instrumentos utilizados que, consequentemente, criam um estilo diferente de tocar. São eles: o forró tradicional ou pé-de-serra, o forró universitário e o forró eletrônico. Esses três tipos também são considerados como evoluções e gerações do forró. Veja essa matéria do G1 que explica muito bem o assunto.

Com essas variações o jeito de dançar acaba mudando um pouco também. Além disso, a dança forró também é muito dançada com outros gêneros musicais, que muitas pessoas até englobam como forró, que são o xote, baião, xaxado, frevo, rastapé, carimbó, maracatu entre outros, geralmente nordestinos. 

tipos de danças de salão juiz de fora
O forró é um tipo de dança de salão que geralmente é dançado bem agarradinho.
Por ser tão diverso, fica até difícil definir passos ou jeitos de dançar. O forró pode ser dançado de forma lenta, rápida, colado ao parceiro ou mais afastado do mesmo, com muito giro e braços, com mais movimentos de pernas e pés, são muitas formas de se dançar. E assim como nas outras danças de salão, de acordo com a escola ou profissional, o forró também incorpora passos de outras danças como o samba, o soltinho e o zouk, por exemplo.

O primeiro vídeo é da escola de forró Pé Descalço, de Belo Horizonte, que como eu já expliquei neste post e neste, é uma escola de forró que além do forró tradicional, ensina também conceitos e passos de salsa, zouk, samba, soltinho, bolero e outras danças. No vídeo abaixo uma apresentação de um forró mais lento e depois de um mais rápido.


Outra escola que eu adoro é o pessoal do Forró Fuá, eles têm um estilo bem próprio de dançar forró. A base é de forró, mas as pernas e alguns movimentos são muito parecidos com os do samba. Vejam que lindeza de mistura!


Por último, um vídeo do forró eletrônico dos professores James Carvalho e Nívea Medeiros. Veja como a dança é mais solta, com mais jogadas de corpo e quadril.



SAMBA DE GAFIEIRA


O samba dançado a dois, na dança de salão, é conhecido como samba de gafieira. A gafieira é o local onde se realizam os bailes que tocam esse tipo de música para a dança em casal – diferente do samba no pé, que se dança sozinho. O samba é uma dança símbolo do Brasil, urbana, nascida no Rio de Janeiro pelas classes populares e muito influenciada pelo Maxixe, dança brasileira, e o Lundo, de origem afronegra. 

A postura do samba de gafieira remete aos dançarinos da sua origem, o malandro e a cabrocha. Com muito gingado, movimentos de pernas e balanço de quadril, o samba é um ritmo e uma dança muito contagiante e alegre.

O samba de gafieira também sofreu suas variações e evoluções, hoje se fala no samba de gafieira liso clássico – onde a postura dos dançarinos é mais ereta e contida, o samba de gafieira tradicional – com o gingado do malandro no balanço dos corpos bem presente, e o novo estilo de samba de gafieira que é o samba funkeado, criado por Jimmy de Oliveira, no qual a presença de movimentos e conceitos do hip hop e R&B´s (Rhythm and Blues) é muito forte. Leia mais sobre a diferença desses estilos de samba de gafieira no portal Dança em Pauta.

O primeiro vídeo é do mestre da dança, Carlinhos de Jesus e Vanessa Nascimento dançando um samba de gafieira clássico numa música mais lenta.


Já nesse vídeo, o casal Léo Fortes e Robertinha, dançam o samba de gafieira tradicional com música bem mais rápida.


E para ilustrar o samba funkeado, nada melhor do que o autor do estilo, Jimmy Oliveira dançando com Bruna Sousa um funkeado de babar.


O forró e o samba de gafieira são danças bem conhecidas por terem muitos lugares para sair e dançar, além das escolas. Com isso as pessoas conseguem praticar mais essas danças e elas ganham cada vez mais adeptos.

Têm muitos outros tipos de danças de salão que estão sendo muito ensinados e praticados em Juiz de Fora, como o zouk e o tango, por exemplo. Mas quis focar hoje nas mais comuns e tradicionais. Espero que tenham gostado do panorama geral que dei sobre cada tipo e dos vídeos que selecionei pra ilustrar. Continuem de olho que logo tem mais post sobre dança de salão.

Principais fontes utilizadas para este e o primeiro post sobre Tipos de danças de salão:
http://www.infoescola.com/artes/valsa/
http://www.gentequedanca.com/ritmos/bolero/
http://www.emmanuelsocrates.com.br/modalidades/ritmos-de-danca/soltinho
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/06/conheca-origens-e-evolucao-do-forro-o-ritmo-da-festa-de-sao-joao.html
http://www.dancaempauta.com.br/site/2016/02/o-samba-de-gafieira-e-seus-sotaques/
http://www.marcoantonioperna.com.br/blog2/index.php?entry=entry000101-115150

Onde dançar em Juiz de Fora


Do balé clássico e jazz, passando pelas danças urbanas, folclóricas, do ventre, à dança de salão e contemporânea. O que não falta é opção de dança em Juiz de Fora. Ainda bem.

onde dançar em Juiz de Fora
Aula de balé clássico na escola Ballet Misailidis. Créditos: foto divulgação.
Todo mundo fala que a minha terrinha tem uma ótima qualidade de vida. Juiz de Fora não é uma cidade pequena, também não é uma grande metrópole. É perto do Rio, de BH, a algumas horas de São Paulo. Têm boas escolas, faculdades, hospitais, indústrias, muitos bares e restaurantes, variadas opções de entretenimento, e claro, muita dança.

Exatamente por estar perto de grandes metrópoles, a cena de dança de Juiz de Fora acaba sendo muito influenciada por essas cidades, como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o que faz com que tenhamos variados estilos de dança ensinados por aqui. Com isso, também conseguimos não ficar muito atrás nas tendências que surgem e é fácil buscar mais conhecimento e atualizações.

onde dançar em Juiz de Fora
Aula de dança de salão na escola Estação Cultural. Créditos: foto divulgação.
Por isso tudo, consigo afirmar que há onde dançar em Juiz de Fora sim. Eu ainda não consegui calcular todos – e espero que com o desenvolvimento do blog eu consiga conhecê-los -, mas são mais de 30 locais para aprender a dançar em Juiz de Fora, sem dúvida. Falo desde escolas de dança mais estruturadas e oficiais à projetos e grupos informais que se reúnem para trocar conhecimento e praticar a dança.

Para ajudar a divulgar essas escolas e projetos de ensino e prática de dança, criei aqui no blog uma página com a lista dos locais onde dançar em Juiz de Fora, os estilos ensinados e os contatos. Tem para todos os gostos. São locais e escolas realmente boas, com ótimos profissionais, qualificados, experientes, sempre atrás de novos conhecimentos.

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Aula de forró na escola Pé Descalço. Créditos: foto divulgação.
Então se você está começando a coçar o pézinho de vontade de aprender a dançar, corre lá e procura uma que mais lhe agrada e dê os primeiros passos.

Já as escolas que tem interesse em serem divulgadas aqui no blog, é só acessar a página e preencher o formulário com as informações que logo vocês estarão lá também fazendo parte da divulgação. 

Bora dançar que a vida aqui é muito curta! \o

6º Festival de Forró de Aldeia Velha


Quer quatro dias de descanso num paraíso com muito forró? Partiu Festival de Forró de Aldeia Velha.

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6º Festival de Forró de Aldeia Velha no feriado de Corpus Christi.

Imagine a cena: feriado, 4 dias livres, rios, cachoeiras, trilhas, camping, natureza e muito forró! Não, não é sonho e eu não estou falando de um paraíso inalcançável, eu estou falando do 6º Festival de Forró de Aldeia Velha, no Rio de Janeiro, que acontece no feriado de Corpus Christi entre os dias 26 a 29 de maio. E claro que o Nos Passos da Dança irá marcar presença nesse evento e forrozear bastante!

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Festival de Forró de Aldeia Velha, cidade com cachoeiras e muito contato com a natureza.Créditos: Foto divulgação do evento.

No seu sexto ano, o Festival conta com mais de 15 bandas, trios e músicos da cena do forró, dentre eles nomes aclamados em todo o Brasil: Severo Gomes (RN), Trio Dona Zefa (SP), Trio Bastião (SP), Coisa de Zé (SP), Trio Lumiar (RJ), Trio Estopim (RJ), DKS (ES), Trio Forrózão (ES), Conterrâneos (RJ), Trio Pé de Serra (RJ), Filhos d' Aldeia (RJ), Trio Rapacuia (RJ), Trio Ustres (RJ), Lelei Junior (RJ), Trio Remelexo (RJ) e Trio coração nordestino (RJ). Além disso, o festival de forró terá DJs convidados pelo residente Dj Messias, como o Dj Juan, Dj Edu, Dj Azul e Dj Leo Braga.

[atualizado 12/05] Veja a programação completa do festival abaixo:

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Programação completa do 6º Festival de Forró Aldeia Velha.

Pra quem não conhece, Aldeia Velha fica no município de Silva Jardim no estado do Rio de Janeiro. A distância da capital é de apenas 130 km. A estrutura do evento terá camping, banheiros, serviço de alimentação e estacionamento para os participantes. Além dos shows, o Festival de Forró Aldeia Velha ainda proporciona uma experiência incrível de contato com a natureza. É um lugar lindo, com muitos rios, cachoeiras e trilhas, próprio para quem gosta de curtir um pouco de paz e tranquilidade. Olhem só que lugar lindo!

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Festival de Forró de Aldeia Velha, cidade com cachoeiras e muito contato com a natureza.Créditos: foto divulgação do evento.
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Festival de Forró de Aldeia Velha, cidade com cachoeiras e muito contato com a natureza. Créditos: foto divulgação do evento.
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Festival de Forró de Aldeia Velha, cidade com cachoeiras e muito contato com a natureza. Créditos: foto divulgação do evento.
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Festival de Forró de Aldeia Velha, cidade com cachoeiras e muito contato com a natureza. Créditos: foto divulgação evento.

Preço do ingresso e onde comprar

Os ingressos já estão indo para o 3º lote, o valor inclui os 4 dias de festival e a área para camping, tudo por apenas R$130. E os ingressos estão à venda online no site do Sympla que divide em até 12 vezes. 
Acompanhe as novidades na página do Festival no Facebook  e no evento no Facebook.

Agora que já sabe, pode se programar e arrumar as malas, feriado de corpus christi será forrozeando!

A musicalidade na dança


Expressão da música pelos movimentos corporais, entrar no ritmo ou sentir verdadeiramente a música? Afinal, o que é a musicalidade na dança?



A música é algo inerente à dança. A primeira é o que dá forma à segunda, e a segunda não existe sem a primeira. Não tem como pensar na dança sem a música. Afinal, quando você pensa em uma dança, você associa automaticamente ao estilo de música, certo? Mas se é tão óbvio que a dança só existe graças à música, por que ouvimos falar tanto do conceito de musicalidade na dança?

Segundo o dicionário, musicalidade é algo de caráter, qualidade ou estado do que é musical. Mas pensar em musicalidade na dança vai desde o conceito básico – esse de que é uma coisa intrínseca a outra – a conceitos mais avançados e complexos. Para alguns, musicalidade na dança é conseguir se expressar bem em seus movimentos a música que se ouve, interpretá-la com o corpo no ritmo certo, em cada palavra, instrumento ou melodia. Mas se não é algo exato e sim totalmente subjetivo, que depende mesmo de cada um, como entender bem essa tal musicalidade?

musicalidade na dança
Musicalidade é sentimento ao dançar, sentir a música, o corpo do parceiros e a energia trocada nesse momento.
Créditos: Aline Jácome.

Para me ajudar nessa questão eu pedi ajuda a bons entendedores do assunto. Conversei com um grupo de amigos e professores de dança da escola de forró Pé Descalço (PD), de Belo Horizonte. O estilo do forró praticado no PD é bem rico em musicalidade, pois além do forró tradicional, os movimentos ensinados são mesclados entre os do forró pé-de-serra e outros estilos de forró, com conceitos e passos de salsa, zouk, samba, soltinho, bolero e outras danças.

Por isso, ao perguntar a eles sobre o que é a musicalidade, obtive respostas bem complexas e ricas. Luiz Henrique, Lucas Dumont, Sorel Soares, Ana Flávia e Milena Moraes entendem que a musicalidade não é um passo ou uma técnica ensinada, é algo sentido. Segundo eles, vem de cada um colocar sentimento e expressar a música. “Musicalidade é dançar e sentir a música, não só executar passos”, diz Luiz. 

Como desenvolver a musicalidade na sua dança?


Por ser tão individual, a musicalidade na dança é algo difícil de explicar e ensinar. Por isso, perguntei a eles como fazem nas suas aulas para passar o conceito de musicalidade e desenvolvê-lo nos alunos. “Nós tentamos desenvolver o conceito de musicalidade em todos os níveis”, explica Luiz. Segundo eles, as aulas de musicalidade são mais para os alunos se soltarem na musica, pois não dá pra explicar o sentimento da música para o outro, isso é muito pessoal. “Na verdade, as aulas são bem soltas e abertas, queremos induzir o aluno desde o início a colocar o que ele tá sentindo com a música na sua dança”, completa Dumont.

Na verdade, como Milena pontua, na musicalidade é permitido sair um pouco das regras. Pois muitas vezes você acaba saindo um pouco daquilo que foi ensinado, mas segundo eles está tudo bem, faz parte, pois a regra na verdade não são os passos ensinados, mas sim a música que VOCÊ sente.

Escutar música ajuda? 


Eles destacam que querem que os alunos entendam antes de qualquer coisa na dança, que o mais importante é ouvir a música. E se a dança está intimamente ligada à música, é muito importante afinar os nossos ouvidos, é preciso ouvir mais a música ao dançar, e não simplesmente executar passos no ritmo.

Na nossa conversa, ouvi algo que eu estou começando a perceber ultimamente em mim e em alguns colegas de dança: com o tempo você começa a se conectar tanto com a música que mesmo que dance uma que nunca ouviu, consegue acompanhá-la bem e expressar a musicalidade dela na sua dança. 

Vejam abaixo uma apresentação de improviso dos professores em um workshop que deram aqui em Juiz de Fora. E observem um bom exemplo de dança com muita musicalidade.





Musicalidade é algo complexo e ao mesmo tempo tão natural que parece bobo falar disso. Mas para desenvolvê-la melhor é preciso compreendê-la conscientemente e treinar nossos ouvidos e nosso corpo. Acredito que no final das contas, a gente não aprender a dançar certo ritmo, executar certos passos numa música lenta ou rápida, a gente aprende a se expressar diferente em cada música de acordo com o que estamos ouvindo. Para mim, musicalidade é exatamente você expressar com o seu corpo o que a música te faz sentir.

Vejam mais um vídeo que acho que representa muito bem a musicalidade expressada na dança. É o casal de tango Gustavo Naveira e Giselle Anne, que fazem apresentações belíssimas e essa é uma das mais lindas que já vi. O tango, por ser muito expressivo e intenso, consegue passar bem esse conceito de musicalidade.



E para você, o que é musicalidade? Conta pra mim aqui nos comentários.

Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora: promovendo o forró e a música nordestina


Com influências nordestinas e indo muito além do forró, a banda comemora 10 anos de história com muita alegria e animação


Como vocês devem ter visto na página do Nos Passos da Dança no Facebook, essa semana rolou uma parceria do blog com a banda petropolitana Tribo de Gonzaga, que tocou aqui em Juiz de Fora neste sábado, dia 16, no Cultural Bar. Eu vesti a camisa para poder divulgar o show desse grupo que eu já sabia que fazia um trabalho super bacana e aproveitei para seguir um dos objetivos do blog: fomentar e estimular cada vez mais a dança e os eventos de dança na cidade.

Com essa parceria, para divulgar o evento e promover o forró em Juiz de Fora, fizemos uma promoção pelo Facebook sorteando 2 ingressos para o show, veja o resultado aqui. Também tive a oportunidade de conhecer melhor a banda e seu trabalho. E já adianto que foi super gostoso o bate-papo que tivemos no pós-show. São todos muito receptivos, carinhosos, abertos e bem “gente como a gente”. A mesma alegria e energia do palco é também as que emanam fora dele. Então confere abaixo como foi incrível tudo isso...


Forró do Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora
Entrevista do Nos Passos da Dança com a banda Tribo de Gonzaga: muita receptividade, alegria e um bate-papo super gostoso. Créditos: Mariana Kreischer/Foto divulgação Tribo de Gonzaga.

Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora: promovendo o forró e a música nordestina na cidade


Quem gosta de sair pra dançar um forrozinho, sabe que em Juiz de Fora ainda somos muito carentes de eventos de forró. Por isso, todos do meio do forró e da dança marcaram presença neste evento, estavam todos lá dançando muito e curtindo a noite que teve uma energia maravilhosa. 

O show da Tribo de Gonzaga foi mesmo incrível, intenso e empolgante. A apresentação e presença de palco deles é um verdadeiro show de música e arte. Toda a decoração, o posicionamento da banda e a forma organizada como cada integrante se expressa em seu momento único ou em conjunto é muito harmoniosa e gostoso de ver e ouvir.

Forró da Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora
Show da banda Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora. Créditos: Cultural Bar.

Apesar de ser um show muito divulgado como forró e atrair muitos forrozeiros, a Tribo é diferente. Primeiro porque não é uma banda típica de forró em termos de formação tradicional de trio, com zabumba, triângulo e sanfona, mas eles conseguem fazer o som bem forrozeado e nordestino, com zabumba, triangulo, baixo, teclado, percussão e flauta, como no show de ontem.

Tribo de Gonzaga forró Juiz de Fora
Da esquerda para a direita: Gabriel Tauk, baixo e voz, Fernando Madá, zabumba e voz, Guido Martini, violão e voz e Toni Madalena, triângulo e voz. Créditos: foto divulgação Tribo de Gonzaga.

A Tribo é diferente também porque apesar do forró ser muito associado à dança, eles não cantam sempre músicas no estilo de forró marcado, só para dançar, é bem livre, para qualquer um dançar, seja a dois, sozinho ou com os amigos. Mesmo quem não dança acaba entrando no clima e se divertindo. E foi o que aconteceu no show de sábado, a galera se animou tanto no momento em que eles tocavam Asa Branca, uma das músicas mais clássicas e famosas de Luiz Gonzaga, que fizeram uma quadrilha super animada, veja no vídeo abaixo que energia contagiante.


Na conversa que tive com a banda, eles me disseram que apesar de terem originado tocando muito do grande mestre Luiz Gonzaga, possuem outras influências da música nordestina como Zé Ramalho, Alceu Valença, Geral de Azevedo. E muita influência da MPB, como Chico Buarque, Edu Lobo, Milton Nascimento, e também internacional como Beatles e Pink Floyd. 

Por irem muito além do forró, é possível observar, principalmente nos trabalhos autorais - conheça as músicas da banda no SoundCloud da Tribo-, que eles construíram um estilo muito próprio, muito rico e completo, “mesclando a música nordestina com as questões e estéticas do nosso tempo”, como eles mesmos expressam. Perguntei ao grupo como definiriam então o estilo da banda Tribo de Gonzaga e claro que, como definição é algo que limita, eles não conseguiram e nem quiseram fazer isto, mas algumas definições que surgiram na discussão e dariam para uma possível conclusão do assunto foram:

 “Fazemos música brasileira de influência de raiz nordestina, sem estereotipar como forró” – Mariana Kreischer, produtora da banda
“A Tribo de Gonzaga é MPB, Mistura Popular Brasileira.” – Guido Martini, violão e voz
“Forró suldestino.” - Gabriel Tauk, baixo e voz 

Veja um pouquinho da música Venha ver o sol, de autoria da Tribo:

Apesar do estilo próprio, por carregarem o nome do Rei do Baião, perguntei como fazem para manter a influência de Gonzaga no trabalho deles e até mesmo justificar o nome da banda. A resposta foi muito simples e natural, segundo eles, mesmo pegando outras influências e criando um estilo próprio, procuram sempre permanecer com a essência da origem do grupo, colocando um pouco da batida nordestina e do forró nas suas músicas e nas que interpretam.


10 anos de música, dança e poesia


Em 2016 a Tribo de Gonzaga completa 10 anos de história. O quarteto da linha de frente é o mesmo do início. A Tribo começou tocando para crianças, fazendo apresentações musicais infantis e contação de histórias, mas sempre com a batida bem nordestina e forrozeada. Depois disso, começaram a se apresentar como banda em bailes e eventos onde predominava no set list o forró, principalmente Luiz Gonzaga, por isso o nome da banda.

Nesses anos, o grupo construiu sua própria história e estilo. São hoje completamente independentes, tendo a sua própria empresa de produção e o seu próprio estúdio de gravação com equipamentos de som e luz. Para comemorar os 10 anos de banda pretendem ainda esse ano gravar seu 4º disco. Sorte a nossa que vamos ter então muita coisa boa para continuar nos deliciando!

Forró da Tribo de Gonzaga em Juiz de Fora
Banda Tribo de Gonzaga com a produtora do grupo, Mariana Kreischer e assessoria em Juiz de Fora, Natália Almeida. Créditos: Cultural Bar.
Bom, como vocês viram, foi uma noite emocionante, intensa e cheia de alegria, música e dança. Queria agradecer a todos da Tribo de Gonzaga, pela parceria e por terem me recebido com o coração aberto, vocês são mesmo incríveis e merecem de volta toda energia e alegria que passam pra gente. Obrigada também à Natália Almeida, assessora da banda em Juiz de Fora, pelo trabalho em conjunto. Vamos cada vez mais fomentar e promover a dança, a música e a arte na nossa cidade!